O show deve continuar em Nova York

Quase um ano se passou desde o cancelamento das atividades culturais no estado de Nova York. No dia 7 de fevereiro, o governo do Estado anunciou a iniciativa intitulada NY POPUP, que consistirá em uma série de eventos culturais, a fim de reanimar a indústria de artes e entretenimento de Nova York. O primeiro evento já ocorreu no dia 20 de fevereiro, no Javitts Center. O projeto está previsto de encerrar no Memorial Day, com o encerramento do Tribeca Film Festival.

O centro de convenções Javitts Center, localizado na região oeste da cidade de Nova York, foi utilizado como hospital de campo durante a crise do coronavírus, quando a cidade de Nova York foi o epicentro da pandemia. Quase um ano depois, além de servir como um centro de vacinação, o Javitts Center foi palco no último sábado da abertura do programa NY POPUP. Liderado, pelo músico Jon Batiste, que também conhecemos como a líder da banda do programa de TV The Late Show With Stephen Colbert, o evento também contou com a presença da dançarina Ayodele Casel e do cantor de ópera Anthony Roth Costanzo. Cerca de 50 profissionais da área de saúde faziam parte da audiência.

O primeiro evento já ocorreu no dia 20 de fevereiro, no Javitts Center (Foto: Divulgação)
O primeiro evento já ocorreu no dia 20 de fevereiro, no Javitts Center (Foto: Divulgação)

Este programa tem como objetivo trazer de volta à cidade a atividade cultural, tão característica de Nova York, assim como os empregos perdidos durante a pandemia.

Para os próximos meses, a iniciativa pretende organizar eventos apresentando nomes, tais como Amy Schumer, Chris Rock, Mandy Patinkin, Renée Fleming Hugh Jackman.

Os eventos serão anunciados com pouca antecedência a fim de evitar aglomerações. Algumas casas de espetáculo programadas para participar do projeto são: the Shed, Apollo Theater, Harlem Stage, La Mama e Alice Bush Opera Theater, além de parques, museus, estacionamentos e plataformas de metrô. Para os eventos em espaços fechados, haverá uma limitação de 10% de capacidade e todos na audiência terão que realizar o teste de COVID antes de participar dos eventos.

Eventos esportivos também estão incluídos: os times de basquete Nets e Knicks irão trazer 300 fãs para o Barclays Center (Brooklyn) e 2000 para o Madison Square Garden, respectivamente.

Para a cidade de Nova York, o prefeito de Nova York anunciou sua própria versão para o evento intitulada Open Culture, que é uma extensão dos programas Open Restaurants e Open Streets (restaurantes e recreação ao ar livre).

Andrew Cuomo: de herói a vilão

Em março de 2020, quando do início da pandemia do coronavírus, o papel do governador de Nova York foi determinante em combater uma catástrofe ainda maior do que foi a pandemia para o Estado. Porém, a forma como sua administração lidou com a contagem real do número de mortes em asilos no estado está colocando sua administração em cheque.

No último sábado, o programa de comédia Saturday Night Live criou, pela primeira vez, uma caricatura do governador Cuomo, atuada pelo ator Pete Davidson. No quadro, o governador desculpa-se ao público pelo erro na contagem do número real de mortes nos asilos.

Na realidade, Andrew Cuomo desculpou-se parcialmente pela contagem, durante sua coletiva de imprensa de sexta-feira, 19 de fevereiro. “Criamos um vazio em não produzir informações em tempo hábil,” afirmou Cuomo.

A administração Cuomo entrou em apuros quando o escritório da procurador-geral do estado de Nova York, Letitia James, também Democrata, se deu conta de que o número de mortes em asilos na realidade foi quase 50% maior do que originalmente reportado pela administração.

Além disso, durante chamada virtual entre deputados estaduais e a secretária do governador Andrew Cuomo, Melissa DeRosa, no começo de fevereiro, esta admitiu que a administração segurou os números requisitados pela assembléia legislativa, com medo do Departamento de Justiça da administração de Donald Trump usar esta informação contra um governador democrata durante o verão do ano passado.

Para tornar as coisas mais difíceis para Andrew Cuomo, um dos deputados presente nesta chamada virtual, Ron Kim, democrata do Queens, deu uma entrevista no programa “The View”, afirmando que o governador o intimidou por telefone, tentando convencê-lo a desmentir o escândalo em público, a fim de que sua administração não levasse a culpa pela omissão dos números.

Agora que os fatos vieram ao público, a assembleia legislativa do estado de Nova York reivindica que o governador perca o poder emergencial concedido a ele no início da pandemia. Se isto acontecer, qualquer decisão tomada com relação a medidas tomadas para conter o vírus, terá que ser originada na assembleia e, só depois de aprovada na câmara, pode tornar-se lei com a assinatura do governador. No caso de veto do governador, a assembleia ainda poderá aprovar a lei, com voto da maioria democrata.

Além disso, a administração continua sob investigação pela procuradoria-geral do estado e agora, pelo F.B.I.(Federal Bureau of Investigation).

Por fim, no final do quadro do Saturday Night Life citado acima, o governador, apesar de se desculpar pelo escândalo dos asilos, declara-se um politico não tão ruim quanto outro politico também envolvido em uma crise de relações públicas recentemente, senador pelo estado do Texas, Ted Cruz (atuado pela atriz Aidy Bryant).

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