Erro no sistema de registro de eleitor pode levar a deportação mais de 500 imigrantes em Ilinois

O dia em que Margarita Del Pilar Fitzpatrick aplicou para a carteira de motorista em Illinois…

O dia em que Margarita Del Pilar Fitzpatrick aplicou para a carteira de motorista em Illinois sua vida mudou completamente. Isso, porque uma funcionária se ofereceu para registrá-la para votar em 2005, e a cidadã peruana aceitou por engano, levando a longas batalhas legais e, eventualmente, à deportação.

Uma década e meia depois, ainda em seu país de origem, ela luta para encontrar trabalho aos 52 anos, está quase sem-teto e não vê duas de suas três filhas, cidadãs americanas, há anos por causa do erro de uma secretária de Estado. “Isso atrapalhou nossas vidas”, disse. “Os imigrantes não devem ser colocados nesta situação”, continuou.

Um punhado de outros imigrantes pode enfrentar um destino semelhante, ou acusações criminais, após um erro no sistema automático de registro de eleitores de Illinois, que permitiu com centenas imigrantes indocumentados se registrassem.

“É decepcionante, porque isso poderia ter sido evitado”, disse Lawrence Benito, chefe da Coalizão de Illinois para os Direitos dos Imigrantes e Refugiados. “Eles voluntariamente disseram às pessoas que não eram cidadãos. Não foi culpa deles”.

A votação de não cidadãos é proibida pelas leis estaduais e federais e é estatisticamente rara. Mas o presidente Donald Trump repetidamente fez alegações infundadas de que milhões votaram ilegalmente em 2016. Seus comentários deram uma força política à questão e colocaram em destaque os esforços de modernização dos votos, como o registro automático.

Illinois ganhou as manchetes em 2017 quando o então governador Bruce Rauner foi um dos primeiros republicanos a assinar a lei de registro automático de eleitores. Ela se concentra principalmente no escritório do secretário de Estado, que emite carteiras de motorista.

Um “erro de programação” enviou erroneamente dados de mais de 500 pessoas para as autoridades eleitorais, mesmo estes imigrantes afirmando que não eram cidadãos dos EUA quando questionados.

De acordo com os dados 545 pessoas foram registradas erroneamente e seus dados já estão nas mãos das autoridades federais de imigração.

Fonte: Redação – Brazilian Times.

Fonte: Brazilian Times

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