Hábitos x Rotina: você sabe qual é a diferença?

Tentar criar bons hábitos é uma ação que muitas vezes pode sair pela culatra. Aqui está porque é importante saber como os hábitos são formados, e quando é melhor seguir uma rotina.

Os artigos de auto-ajuda exaltam o poder dos hábitos, e os livros sobre o assunto são vendidos aos milhões. No entanto, como muitos tópicos da psicologia popular, a sabedoria convencional sobre a eficácia e a aplicação de hábitos é frequentemente desatualizada, mal aplicada ou totalmente errada. Construir hábitos para mudar o comportamento da maneira certa pode ser uma ferramenta maravilhosa para melhorar sua vida. Mas noções falsas sobre o que são hábitos, e o que eles podem fazer, podem dificultar sua mudança.

A ideia de construir um hábito é muito atraente. A noção popular de que tarefas podem ser colocadas no piloto automático faz com que os hábitos pareçam sem esforço. Não seria ótimo se você pudesse simplesmente criar o hábito de realizar tarefas como exercitar, comer saudável, pagar contas ou administrar um negócio paralelo? Infelizmente você não pode. Hábitos não funcionam dessa maneira.

Aprendizado

Hábitos são um tipo de aprendizado. Ao formar um hábito, o cérebro libera a mente para fazer outras coisas sem ter que pensar muito.

Quando criança, você precisava se lembrar de lavar as mãos depois de usar o banheiro. As crianças devem se concentrar na tarefa de ligar a água, ensaboar e limpar as mãos. Como adulto, você faz isso automaticamente (ao menos eu espero que sim) e pode pensar em outras coisas enquanto toma as providências para lavar as mãos.

Apenas alguns comportamentos podem se tornar hábitos.

Quando falhamos em formar um hábito, tendemos a nos culpar, em vez dos maus conselhos que lemos de alguém que realmente não entende o que pode ou não ser um hábito.

Se comportamentos que requerem pensamento consciente, como limpar seu apartamento ou escrever em um diário, não são hábitos, então o que são eles? Eles são rotinas. Uma rotina é “uma sequência de ações seguidas regularmente”.

Para mudar um comportamento, você precisa entender a diferença entre um hábito e uma rotina. Caso contrário, é como usar a ponta de uma chave de fenda para bater um prego. É possível, mas é provável que você desista ou se machuque.

Comportamentos e hábitos

Como podemos dizer, há diferença entre comportamentos que são bons candidatos para se tornar hábitos e aqueles que são deixados como rotinas? Para responder a essa pergunta precisamos começar entendendo o que é motivação.

Durante anos, pensamos que o “princípio do prazer” de Sigmund Freud é a base da motivação humana. Ele promoveu a ideia de que o comportamento é impulsionado pelo desejo de buscar prazer e evitar dor.

Mas agora sabemos que a motivação é o desejo de escapar do desconforto.

Regra do desconforto

Nossos cérebros fazem com que nossos corpos façam o que querem através do desconforto. Quando estamos com frio, vestimos um casaco. Quando sentimos dores de fome, comemos. Mas esse bom sentimento surge depois que somos estimulados a agir por uma sensação desconfortável que nos leva a agir.

A mesma regra se aplica ao desconforto psicológico. Quando nos sentimos sozinhos, entediados ou incertos, agimos para aliviar nossa inquietação emocional.

E na questão financeira? A mesma coisa acontece. Pense em como você se sente em saber que não tem nada guardado para o seu futuro. Como você se sente em relação a isso?

O segredo é usar esse desconforto para agir e mudar uma situação.

Quando a gente aprende como funciona a nossa mente, muitas coisas ficam bem mais fáceis de serem alcançadas. A independência financeira é uma delas.

 

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Fonte: Gazeta News

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