Vinte anos depois, brasileiros falam sobre o “11 de Setembro”

No dia 11 de setembro de 2001, dois aviões Boeing 767 colidiram com as Torres Gêmeas, os…

No dia 11 de setembro de 2001, dois aviões Boeing 767 colidiram com as Torres Gêmeas, os edifícios mais altos de New York. O primeiro avião atingiu a Torre Norte às 8:45 a.m.. Dezoito minutos depois, o segundo avião atingiu a Torre Sul.  O primeiro pegou fogo durante 102 minutos e depois, às 10:28 a.m., desabou. O segundo resistiu às chamas por 56 minutos, e depois também desabou.

Milhares de pessoas morreram e, na época, as imagens chocaram o mundo. Hoje, 20 anos depois. O atentado permanece vivo na memória de todos. A redação do Brazilian Times conversou com alguns brasileiros que falaram sobre a emoção de lembrar do ocorrido.

A fotógrafa Helenita Morais tinha acabado de chegar aos Estados Unidos (45 dias) quando o atentado aconteceu. “Éramos recém-chegado. Foi um pesadelo ligar a TV e ver aquela cena”, disse ela. “Agora, imagine como foi horrível para quem estava nas proximidades do local”, indagou,

Ela destacou que mesmo vinte anos depois não há como esquecer. Seus familiares ligavam do Brasil desesperados e preocupados. “Eles me pediam para irmos embora”, disse ressaltando que foi uma grande tristeza por tantas vidas perdidas. “Este dia ficará marcado para sempre em nossas memórias”, continuou.

Helenita disse, ainda, que os imigrantes enfrentam uma mistura de sentimentos, pois além da emoção e tristeza, eles ficaram desesperados, com medo e inseguros sobre o que aconteceria no país depois daquele dia. “Muitas portas se fecharam para nós”, lembra. “Mas ao mesmo tempo, eu vi um cenário onde americanos mostravam perseverança, solidariedade e amor à sua Pátria”, afirmou. “Isso tudo nos deixou o exemplo de que nunca devemos desistir”, finalizou.

A produtora de eventos, Márcia Pretto, que reside na cidade de Everett (Massachusetts), também já residia nos EUA quando aconteceu o atentado e na época trabalhava como house cleaner. No momento em que tudo aconteceu, ela estava dentro de um carro, ao lado de uma amiga, e seguia para o trabalho. “Alguém ligou para ela e informou o que tinha acontecido”, lembra. “No momento, não demos muita importância e seguimos até à próxima casa que tínhamos que limpar” continuou.

Quando chegou ao local, a dona já estava lá, pois a ordem era para que todos fossem para suas casas. “Nós estramos para fazer o nosso trabalho e ela nos dispensou. Pediu pra que retornássemos para nossas casas, mas antes conseguimos assistir ao noticiário na TV da casa dela e vimos o estrago que o atentado tinham feito”, explicou. “Mesmo assim, ainda não sabíamos direito a gravidade do problema”, continuou.

Márcia disse que as duas foram para casa e assistiram à Globo Internacional, onde as imagens a chocaram. “Sim a Globo foi uma das TVs mais rápidas a dar a notícia”, lembra ela que entrou em contato com sua família para avisar que estava tudo bem.

Na época era mais difícil fazer as ligações e dependia de “cartões” para ligar para o Brasil. “Os dias se passaram e uma onda de medo tomou conta das pessoas. A preocupação era que mais ataques pudessem ocorrer, como por exemplo explosão de postos de gasolina, envenenamento da água potável e outras coisas”, disse.

Márcia destaca que depois do atentado, tudo mudou nos Estados Unidos. Os ônibus passaram a ser checados com ajuda de cães farejadores. Tudo se tornou suspeito para as autoridades norte-americanas.

“Além das imagens terríveis que o mundo também assistiu pelas TV, outra coisa que eu me recordo muito bem foi como as pessoas se olhavam uma para a outra, em silêncio. Apenas com olhares que se questionavam”, acrescentou. “Elas queriam entender o aconteceu, porque os terroristas fizeram isso”, continuou.

A produtora ressaltou que nestes vinte anos, ela aprendeu que é preciso demonstrar amor pelas pessoas que estão próximas, todos os dias e todo minuto. “Quando for se despedir de alguém, dê um abraço, deseje o bem e não faça mal a ninguém, pois você não sabe se estará com esta pessoa novamente”, disse. “A vida se tornou frágil demais e o melhor é viver na paz. Beijar, perdoar, acalmar, incentivar e acreditar que dias melhores virão, seja ela qual for a situação”, continuou.

Ela deixou uma orientação aos novos imigrantes que estão chegando: “valorizem esta tecnologia que hoje é concedida a vocês, respeitem este país e tragam consigo o que está escrito na bandeira do Brasil – Ordem e Progresso.

O garçom Zé Pereira, que reside em Ashland (Massachusetts), na época do atentado morava em Connecticut. Ele lembra que naquele dia foi envolto em medo, muita tristeza e incertezas. “Eu estava a 50 minutos do local onde tudo aconteceu, mas a sensação foi de estar ao lado”, disse.

Ele disse que viu muitas ambulâncias, viaturas de bombeiros e policiais de estados vizinhos seguindo para New York para ajudar no resgate das vítimas. “Foi uma loucura e nunca me esquecerei de cada detalhe”, continuou ele que aguardava ansioso a promessa do presidente George W. Bush de reabrir a Lei 245 I, que o beneficiava em sua legalização.

Mas devido ao atentado, a lei foi totalmente suspensa e o tratamento para com os imigrantes mudaram muito no país. “Nunca me esquecerei, mas estarei sempre de pé pela América”, finalizou.

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Fonte: Da redação

Fonte: Brazilian Times

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