Trump reconhece Jerusalém como a capital de Israel

Trump fez anúncio na Casa Branca (Foto: CNN)
Cumprindo uma promessa feita em sua campanha, o presidente Donald Trump anunciou em discurso na Casa Branca na tarde desta quarta-feira (6), que os EUA reconhecem Jerusalém como a capital de Israel. O presidente disse, ainda, que a embaixada americana hoje em Tel Avivi será relocada para a cidade.
Trump foi alvo de forte pressão para que não tomasse tal decisão, que pode causar instabilidade nas negociações de paz entre Israel e palestinos e foi criticado por líderes de vários países e organizações.
De acordo com Trump, que ressaltou que estava cumprindo uma promessa de campanha, o governo instruirá o Departamento de Estado a contratar arquitetos para iniciar a construção da nova representação diplomática.
Segundo Trump, Jerusalém “não é só lar de três religiões, mas terra de uma moderna democracia”, na qual membros de outras religiões “podem viver livremente”.
“Jerusalém deve ser um lugar onde judeus, cristãos e muçulmanos rezam”, afirmou Trump, estendendo-se aos palestinos. “Nossa missão é promover um acordo de paz entre os diferentes lados envolvidos. Quero fazer todo o possível para tal. Os EUA irão apoiar uma solução de dois Estados se ambos os lados quiserem”.
Segundo Trump, seu vice, Mike Pence, viajará à região para apelar contra os extremismos nos debates políticos sobre a situação de Israel e dos palestinos.
Tanto os israelenses quanto os palestinos querem que Jerusalém seja a capital de seu Estado independente e o status da cidade é indefinido desde os acordos de Oslo, em 1992. A maioria das representações diplomáticas ocidentais ficam sediadas em Tel-Aviv.
A decisão enfrenta oposição de todos os países do Oriente Médio, com exceção de Israel, e de aliados tradicionais dos EUA na Europa. Uma das promessas de campanha de Trump, a transferência da embaixada agrada a grupos religiosos conservadores que integram sua base de apoio, mas deve causar uma onda de fúria entre muçulmanos.
Revolta na Faixa de Gaza
Centenas de manifestantes se concentraram nesta quarta-feira, 6, em Gaza para protestar contra a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e queimaram fotos do americano e bandeiras de seu país.
“As manifestações com ira são um de uma série de passos que nós, os países árabes e islâmicos, vamos dar contra a decisão americana de tomar a cidade de Jerusalém”, declarou o líder do Hamas, Salah Bardawil, em um discurso durante o protesto.Palestinos queimam bandeiras dos EUA em protesto (Foto: Reuters)O dirigente islamita considerou a decisão da Casa Branca como “muito perigosa para a causa palestina”, assim como “uma violação da doutrina, da nossa história, do nosso coração e da nossa alma”.
Bardawil também advertiu que a declaração do presidente dos EUA “levará a uma revolta popular e então a resistência fará queimar a terra e cortará as mãos de qualquer um que tentar estendê-las a Jerusalém e aos lugares sagrados”. (Com informações da CNN, O Globo e Estadão).

Fonte: AcheiUSA

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