Poucos políticos da Flórida ainda defendem abertamente o impeachment de Trump

DA REDAÇÃO – A poucos dias da ida do ex-procurador especial Robert Mueller ao Congresso, para testemunhar sobre a suposta interferência russa na eleição presidencial de 2016 nos EUA, poucos são os democratas que ainda defendem a abertura dos procedimentos necessários para o impeachment do presidente Donald Trump. As vozes destoantes são de Lois Frankel (West Palm Beach), Debbie Mucarsel-Powell (Miami) e Val Demmings (Orlando), as duas últimas integrantes do comitê de justiça da Casa dos Representantes.

“É um dever patriótico prosseguir com essa investigação. Depois da ida de Mueller ao Congresso poderemos ter uma ideia melhor da participação do presidente nas tentativas de obstrução de Justiça”, afirmou Frankel. Os questionamentos ao ex-procurador acontecerão no dia 17 de julho, em uma sessão com transmissão ao vivo em toda a mídia.

Aqui na Flórida o assunto ganhou força nas últimas semanas, quando o comitê do bilionário Tom Stever financiou outdoors em várias cidades incentivando os democratas a lutarem pelo impeachment. “Há mais de dois anos este presidente tem infringido as leis e nada acontece”, dizia um dos cartazes. “Trump de fato demonstra que tem um padrão de mentir ao povo americano”, disse Mucarsel-Powell ao anunciar seu apoio aos procedimentos de impeachment.

Mas muitos democratas já não defendem tão abertamente a luta pelo afastamento do presidente. Um deles é o representante Ted Deutch (Boca Raton). Mesmo assim, ele não perde uma chance de usar a mídia social para expor sua posição sobre as atitudes de Trump. Segundo assessores do político, qualquer comentário sobre a viabilidade de impeachment será feito depois do depoimento de Mueller.

Em nível nacional, pelo menos 80 democratas e só um republicano – Justin Amash, de Michigan, que inclusive já deixou o partido – já defenderam o processo de afastamento. “Meus colegas precisam entender que devemos seguir adiante e esquecer o relatório de Mueller. Todos sabemos que não houve qualquer tipo de conspiração entre Trump e os russos”, criticou Matt Gaetz (Pensacola).

Fonte: AcheiUSA

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