Patrulheiro acusado de matar 4 mulheres pode pegar pena de morte

Foto13 Juan David Ortiz Patrulheiro acusado de matar 4 mulheres pode pegar pena de morteJuan David Ortiz teria dito aos investigadores que estava “fazendo um serviço” ao matar as mulheres

Juan David Ortiz é suspeito de ter matado 4 prostitutas e tentado assassinar uma 5ª, que conseguiu fugir e pedir ajuda a outro patrulheiro

Na quinta-feira (10), o réu Juan David Ortiz fez um acordo perante um juiz na cidade de Laredo (TX). Ele é acusado de ter matado Melissa Ramirez, Claudine Luera, Guiselda Alícia Cantu e Janelle Ortiz. As vítimas foram mortas com tiros na cabeça e desovadas em estradas desertas na região rural de Laredo. Uma delas morreu de trauma físico depois de ter sido baleada.

O promotor público do Condado de Webb, Isidro Alanis, informou que tentará a pena de morte, caso Ortiz seja considerado culpado de homicídio em série. Ele frisou que o réu disse aos investigadores que estava “fazendo um serviço” ao matar as mulheres e que achava que as autoridades de segurança não faziam o suficiente para combater a prostituição.

Ortiz trabalhava como patrulheiro há 10 anos e foi preso depois que a 5ª mulher conseguiu fugir e pedir ajuda a um patrulheiro estadual. O suspeito fugiu e foi encontrado escondido num caminhão no estacionamento de um hotel em Laredo (TX), a cerca de 235 km de San Antônio.

“Nós realmente consideramos isso assassinatos em série”, disse Alanis.

O Promotor relatou ao jornal The Texas Tribune que a 5ª mulher percebeu rapidamente que estava em perigo quando ele a pegou. “Ela tentou escapar dele num posto de gasolina e foi quando ela encontrou outro patrulheiro”, acrescentou.

Ele calcula que Ortiz tenha matado todas as 4 mulheres. Alanis detalhou que 2 delas eram cidadãs americanas e a nacionalidades das outras duas é desconhecida. “A forma com que elas foram mortas é similar em todos os casos”, disse ele.

O Promotor disse que os detetives ainda tentam descobrir o motivo dos crimes. As autoridades acreditam que ele agiu sozinho. “É interessante que ele observava e assistia às autoridades procurarem pelo assassino e comparecia normalmente todos os dias ao trabalho”, comentou Alanis.

A Patrulha da Fronteira (CBP) emitiu um comunicado no qual informa que está cooperando completamente com a investigação. “As nossas sinceras condolências aos familiares e amigos das vítimas. Apesar de a política do CBP é não comentar sobre investigações ativas, ações criminosas por parte dos nossos funcionários não serão toleradas”.

Fonte: Brazilian Voice

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