O que eu achei do ” Dumbo”

O ator Colin Farrell e os atores mirim Nico Parker e Finley Hobbins com Dumbo em cena do filme (©2018 Disney Enterprises, Inc. All Rights Reserved)

Los Angeles – A história do pequeno elefante Dumbo ‘voa’ alto para as telas grandes na próxima sexta-feira, dia 29 de março, em uma versão live-action da clássica animação dos estúdios Disney 1941. Dirigido pelo californiano Tim Burton, responsável por filmes de sucesso como Edward Scissorhands (Edward Mãos de Tesoura de 1990), a refilmagem de Charlie and the Chocolate Factory (A Fantástica Fábrica de Chocolate de 2005) e Alice in Wonderland (Alice no País das Maravilhas de 2010), Dumbo trouxe boas lembranças da minha infância mesmo tendo um história levemente diferente. Mesmo com a simples narrativa do original, Tim teve a oportunidade de dar uma nova direção a essa refilmagem, tanto na história quanto na parte visual, ele arriscou bastante de uma maneira que me surpreendeu.

Dumbo acompanha Holt Farrier, um famoso domador de cavalos de circo que, ao retornar da Primeira Guerra Mundial, encontra seu mundo virado de cabeça para baixo. Além de perder um braço em um combate, sua esposa faleceu enquanto estava fora e ele agora precisa criar os dois filhos. Soma-se a isso, ele perde seu antigo posto no picadeiro, e agora está encarregado em cuidar de uma elefanta que está prestes a parir. Quando o bebê nasce, todos ficam surpresos com o tamanho de suas orelhas, o que faz com que de início seja desprezado. Cabe então aos filhos de Holt a tarefa de cuidar do pequenino, até que eles descobrem que as imensas e desproporcionais orelhas permitem que Dumbo voe.

Diretor e produtor executivo Tim Burton (© 2017 Disney Enterprises, Inc. All Rights Reserved)

O longa vai ficando mais espetacular conforme vai avançando; colorido, divertido e exuberante. Há momentos de pura magia que capturam aquele sentimento intangível que a Disney passou anos tentando criar em seus próprios parques. Sem contar muito, Dumbo é um espetáculo visual e, algumas vezes, sombrio mesmo sendo apropriado para todas as idades (classificação etária é PG).

Um dos destaques do filme é a impecável animação! Posso dizer que é a melhor computação gráfica que vi até o momento, é impressionante.  O longa traz a mensagem de que os animais não devem ser usados para o entretenimento. Existe uma metáfora para toda a intolerância e discriminação enfrentada pelos animais até os dias de hoje. Nenhum elefante real foi usado na criação do filme. Cheguei até pensar que sim, pois a computação gráfica é perfeita! Os emotivos olhos azuis e as enormes orelhas caídas são apaixonantes e, com certeza, você vai torcer por Dumbo na sua trajetória de aprender e entender que ele tem essa capacidade de voar.

A atriz Eva Green é Colette Marchant no live-action “Dumbo” (© 2019 Disney Enterprises, Inc. All Rights Reserved)

O elenco esá bem diversificado com Collin Farrell, Eva Green, Danny DeVito, Michael Keaton, Alan Arkin, Nico Parker, Finley Hobbins, entre outros.  As performances dos atores mirim são bem bacanas. Eva Green também dá um show e até superou o medo de altura para interpretar a trapezista Colette. O vilão Vandevere, interpretado por Michael Keaton, não me convenceu muito não.

Como meu filho disse quando o filme acabou: “Dumbo é bonitinho”. Sim, é um bom filme, lindinho e é para você compartilhar com sua família, mesmo tendo 112 minutos (1hora 58 minutos) de duração. Com certeza, você vai sair da sessão com boas recordações e contente. Mas, essa é minha opinião e você pode ter a sua quando assistir nos cinemas a história do elefante voador.

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Fonte: Gazeta News

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