Juiz federal rejeita libertar, pela pandemia, famílias de imigrantes detidas pelo ICE

ICE Detention Center. Foto: Jerry Doyle.

Um juiz federal recusou na quarta-feira, 22, libertar cerca de 300 migrantes – pais e filhos, mantidos em centros de detenção familiares-, apesar de ter considerado inadequadas as medidas das autoridades de imigração no controle do novo coronavírus.

Os advogados das famílias tinham pedido ao juiz distrital James E. Boasberg que emitisse uma ordem destinada à libertação das famílias devido ao receio de se infectarem com o coronavírus.

Mais de 3.700 casos de Covid-19 foram confirmados nas instalações do Departamento de Imigração e Alfândegas (ICE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

As famílias detidas em três instalações no Texas e na Pensilvânia e os seus advogados consideram que o ICE não adotou as medidas necessárias para as protegerem.

No mês passado, a juíza distrital da Califórnia Dolly Gee considerou que os centros de detenção familiar estão “ao rubro” devido à pandemia e ordenou a libertação das crianças detidas há mais de 20 dias, com o prazo limite fixado para dia 27 de julho.

A sua ordem não abrange os pais das crianças, e os advogados pediram ao juiz para também libertar os pais. Os advogados receiam em particular que o ICE entregue as crianças a famílias de acolhimento, e mantenha os familiares próximos detidos.

Boasberg disse que o ICE já está adotando medidas de prevenção e fornecendo máscaras, desinfetantes ou isolando pessoas que tiveram contato com um doente, mas admitiu que a agência “continua a não adotar totalmente as medidas” necessárias.

Existem 933 detidos sob custódia do ICE com casos positivos de coronavírus que estão sob isolamento ou monitoramento desde 21 de julho, de acordo com o ICE. São 22 casos em Karnes, um dos centros de detenção familiar. 

Crianças em hotéis

Em paralelo, foi informado ainda que o Governo dos EUA está detendo crianças imigrantes em hotéis, antes de as deportar para os seus países de origem, sob políticas restritivas criadas para lidar com a pandemia da Covid-19.

Uma investigação da agência Associated Press (AP) revelou documentos que comprovam que uma organização privada ligada ao Departamento de Imigração e Alfândegas está levando as crianças para três hotéis nos Estados do Arizona e Texas, onde ficam detidas por vários dias.

O ICE não quis comentar esta situação, embora tenha confirmado a existência de funcionários que estão  realizando os transportes das crianças para os hotéis.

A empresa que gerencia os hotéis Hilton, onde são acolhidas as crianças, disse num comunicado que os três estabelecimentos envolvidos neste processo foram reservados pela organização que coopera com o Departamento de Imigração, sem mencionar o número de quartos utilizados.

Até ao início da pandemia da Covid-19, as crianças da América Central que chegavam aos Estados Unidos sem documentos eram enviadas para instalações supervisionadas pelo Departamento de Saúde, em quartos onde aguardavam até serem enviadas para reunir com as suas famílias ou para famílias de acolhimento. Com informações da Associated Press. 

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Fonte: Gazeta News

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