Se ligue nos links (16 de setembro)

1) Obscenidade e liberdade de expressão artística entraram em questão com o fechamento da exposição Queermuseu (foto), em Porto Alegre. No site da Foundation for Economic Education, Franklin Harris Jr. defende o direito à obscenidade e o livre mercado para decidir o que deve ou não estar sujeito a restrições. O Serviço de Pesquisa do Congresso (CRS) americano preparou um guia com às principais exceções à Primeira Emenda, que garante as cinco liberdades essenciais: expressão, imprensa, culto, reunião e petição. A União Americana para as Liberdades Civis (ACLU) descreve que tipo de expressão é protegido nas artes. A Universidade Harvard fez um pequeno resumo das principais questões legais que relacionam governo e arte. O Newseum, um centro de Washington dedicado ao estudo e à promoção da Primeira Emenda, esclarece o que diz a lei sobre o financiamento público de obras de arte controversas e sobre conteúdos considerados obscenos. No caso Miller v. California, a Suprema Corte determinou três condições necessárias para justificar a restrição a conteúdos obscenos, conhecidas como “teste Miller” – decisão criticada no blog da Escola de Direito de Yale. A Universidade Cornell apresenta a decisão de outro caso, National Endowment for the Arts v. Finley, que estabeleceu a obscenidade como um dos critérios aceitáveis para vetar o financiamento público a artistas. A Universidade Cornell também traz os documentos do caso mais conhecido envolvento a Primeira Emenda nos Estados Unidos, Hustler Magazine v. Falwell, que inspirou o filme O povo contra Larry Flynt, resenhado por Louis Menand na New York Review of Books.
2) O Monde Politique e o EduScol analisam as leis que garantem (ou restringem) a liberdade de expressão na França. No Monde, o escultor e fotógrafo Olivier Blanckart defendeu dois anos atrás que a legislação deveriam proteger os artistas contra a violência. No ano passado, a França aprovou uma lei de liberdade de criação, sem mudar nenhum dos artigos do código penal que regulam o assunto.

3) No New York Times, Peter Baker argumenta que a aproximação entre presidente Donald Trump e líderes democratas demonstra que ele governa de modo independente dos partidos. A National Review fez uma reportagem sobre as negociações entre Trump e os democratas para garantir a permanência, nos Estados Unidos, de imigrantes ilegais que chegaram ao país como crianças ou adolescentes, ameaçadas pela lei conhecida pela sigla Daca (na foto, um protesto em favor da Daca). O EconoFact mediu o custo de revogar a lei que lhes garante direitos. Também na National Review, Jonathan Tobin afirma que o governo Trump mudará a natureza do Partido Republicano. Na Foreign Policy, Benjamin Wittes analisa o paradoxo dos poderes de Trump, criticado por abuso em medidas perfeitamente constitucionais, como demitir e substituir os ocupantes de cargos no Executivo.
4) Na National Review, David French critica a política externa defendida por Steve Bannon, ex-estrategista de Trump, e defende as ações do governo de George W.Bush (foto). Também na National Review, Dennis Prager explica – aos americanos, claro – a diferença entre esquerdismo e liberalismo.
5) A Brookings Institution publicou um estudo que associa a ascensão do populismo na Europa à crise econômica e ao desemprego.
6) O Monde explica a perseguição do governo da Nobel da Paz Aung San Suu-Kyi aos Rohingyas na Birmânia, comparada à limpeza étnica (na foto, uma imagem dela é queimada em protesto).
7) No America’s Quarterly, Brian Winter analisa as eleições em vários países latino-americanos no ano que vem, inclusive o Brasil, para concluir que nenhum dos presidentes ou políticos no poder entendeu que o principal tema da campanha será a corrupção.
8) Na New York Review of Books, Simon Kuper resenha o novo livro de David Conn sobre os escândalos na Fifa (na foto, a sede da entidade) e a cultura de corrupção no futebol.
9) Na New Yorker, John Cassidy apresenta o novo curso digital de economia CORE Econ, montado por um grupo de economistas com base em entrevistas e conteúdos já testados em grandes universidades.
10) O Times, de Londres, noticiou que a Amazon é acusada de sonegar £ 1,5 bilhão em impostos, de mercadorias chinesas exportadas de seus armazéns no Reino Unido.
11) No Washington Post, Craig Timber explica por que a Apple, com seu novo modelo iPhone X, inaugura uma nova era de reconhecimento facial automático, sem que necessariamente estejamos preparados para ela.
12) A New York Review of Books publicou mais um da série de diálogos filosóficos entre Tim Parks e o neurocientista Ricardo Manzotti sobre a natureza da consciência.
13) No Marshall Project, Andrew Spear narra a história da ex-presidiária Michelle Jones, que cumpriu pena, condenada pela morte do filho de quatro anos de idade – e enfrenta obstáculos para seguir na carreira acadêmica depois de aceita no doutorado em Harvard.
14) O Daily Mail relata o caso do fundador do site de checagem Snopes, acusado de fraudes, mentiras de debitar na conta da empresa prostitutas contratadas em sua lua-de-mel.
15) A Condé Nast Traveller atualizou sua lista com imagens das mais belas bibliotecas do mundo, entre elas o Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro (foto).
16) Na Intellectual Takeout, Chuck Chalberg defende que o pensamento conservador do escritor católico britânico G.K.Chesterton é hoje mais atual que nunca.

17) Na New Yorker, Lizzie Widdicombe visita a escritora Laurie Wolf, de Portland, no Oregon, que se especializou em iguarias culinárias preparadas à base de Cannabis – e se tornou a Martha Stewart da maconha.

Fonte: G1