Para Netanyahu, acordo entre Hamas e Fatah dificulta paz

Reaproximação. Estudantes palestinas caminham em frente a um graffiti do líder do Hamas, Ahmed Yassin, e o líder palestino Yasser Arafat, em Gaza Foto: MOHAMMED SALEM / REUTERS CAIRO — Após uma década de conflitos e três acordos fracassados, o movimento Hamas e seu rival palestino Fatah assinaram nesta quinta-feira no Cairo um acordo de reconciliação, que permitirá o controle conjunto das fronteiras da Faixa de Gaza e um governo de unidade nacional até dezembro. A aproximação entre os dois grupos provocou rapidamente protestos de Israel. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu indicou que não discutiria com um governo palestino que não reconhecesse Israel como Estado e sem o desarmamento do Hamas, ressaltando que a reconciliação complica as tentativas de paz.
“Reconciliar-se com assassinos em massa é parte do problema, e não da solução”, reagiu Netanyahu no Facebook.
Graças ao acordo firmado no Egito, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) assumirá o controle administrativo da Faixa de Gaza, que está nas mãos do Hamas, antes do dia 1º de dezembro. Uma nova reunião, que discutirá a formação de um governo palestino de unidade, está prevista para 21 de novembro. A ANP deverá ainda enviar 3 mil policiais, que vão atuar junto a agentes do Hamas, numa força mista.

Fonte: Extra Online