O traficante de órgãos que se aproveita do desespero de refugiados no Líbano

Image caption Abu Jaafar diz estar ajudando refugiados abandonados pelo sistema Abu Jaafar* explica o que chama de trabalho com certo orgulho.

Ex-segurança de bar, ele mudou de ofício ao conhecer um grupo de traficantes de órgãos. Hoje vive de encontrar pessoas desesperadas o suficiente para doá-los em troca de dinheiro.
Trata-se de um mercado que cresceu em oportunidades graças ao imenso fluxo de refugiados sírios cruzando a fronteira com o Líbano – estima-se que mais de um milhão deles vivam no país atualmente.

“Eu exploro as pessoas, mas elas também se beneficiam”, diz Jaafar, argumentando que muitos refugiados poderiam ter morrido na guerra civil síria e que, para muitos, doar um órgão não é nada perto dos horrores por que passaram.
O escritório de Jaafar é um pequeno bar em um prédio caindo aos pedaços, em um subúrbio do sul de Beirute.
Nos fundos do bar há um quarto, separado por uma divisória, e entulhado com móveis velhos, além de periquitos em gaiolas. É de lá que Jaafar, segundo ele próprio, organizou a venda de órgãos de ao menos 30 refugiados nos últimos três anos.Solteiras aos 27 anos, o drama das ‘mulheres que sobraram’ na China”Eles (traficantes de órgãos) normalmente querem rins, mas eu posso ajudar a encontrar outros órgãos”, afirma.

Fonte: BBC

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