Houston tem atrações que merecem mais do que uma conexão

Por Fernando Valeika

O que vem à sua cabeça quando você pensa no Texas? Na minha, até pouco tempo atrás, vinham caubóis, petróleo, George Bush pai e filho e, vá lá, churrasco texano e comida tex-mex. Mesmo que você faça parte do time dos que sabem pouco ou nada, mas já viajou para os Estados Unidos com a American Airlines ou com a United, é provável que já tenha pisado em solo texano. As duas companhias aéreas têm importantes hubs nos aeroportos de Dallas e Houston, respectivamente, dos quais já me servi algumas vezes para seguir rumo a outros destinos americanos. Dessa vez, quebrei o tabu, fiquei alguns dias em Houston, e foi um barato!

A cidade mais populosa do Texas é uma metrópole com quase três milhões de habitantes que cresceu graças ao ouro negro que jorra de suas entranhas. Houston é sede de grandes empresas petrolíferas e de gás natural, como ConocoPhillips, Halliburton e Baker Hughes. Quando for ao centro, experimente visitar o parque Discovery Green para observar os imensos arranha-céus que foram erguidos com a força da grana.

No quesito shopping spree, as melhores compras estão nas mais de 400 lojas do ótimo shopping Galleria, apesar de os maiores descontos estarem no Premium Outlet, em Cypress, 49 quilômetros a noroeste do centro pela rodovia 290.

Houston também tem seu Museum District: são 19 museus ao longo de dois quilômetros. Minha sugestão é focar em três. O Museum of Fine Arts exibe a tela Water Lilies (Nymphéas), de Monet, o Museum of Natural Science tem uma coleção de esqueletos de animais pré-históricos, e a Menil Collection guarda no acervo Picasso, Matisse, Magritte e Duchamp. Ao lado do Menil está a Capela Rothko, que exibe 14 pinturas negras de Mark Rothko, a última série que o pintor fez antes de se suicidar.

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A grande atração de Houston, porém, fica a 40 quilômetros do centro da cidade, no Space Center, o centro de comando dos voos tripulados da Nasa. O lugar é muito frequentado por astronautas e engenheiros envolvidos em missões espaciais, mas parte do complexo foi transformado em parque temático. É impactante dar de cara com um dos galpões com o enorme foguete Saturn V, usado nas missões Apollo.

A cereja do bolo é a sala de comando de onde eram coordenadas as missões na época da conquista espacial. Dali foram recebidas duas notícias antológicas: em 1968, o astronauta Neil Armstrong anunciou que pisava na Lua, e, dois anos depois, os tripulantes da Apollo 13 proferiram a célebre frase “Houston, tivemos um problema”, ocasião em que a missão que alcançaria a Lua foi abortada depois que um tanque de oxigênio da nave explodiu, sem vítimas fatais.

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    Fonte: Viagem e Turismo

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