Com desemprego em 10%, França se divide sobre protecionismo

06/05/201702h06Parte do eleitorado preferia que a França fosse como o escargot, o caracol típico de sua cozinha: se escondesse dentro da concha, fechando as fronteiras e protegendo a produção nacional. Rejeitando, portanto, a globalização.
Esse é um dos temas centrais da eleição deste domingo (7), que opõem —que propõe privilegiar o “made in France”— e seu rival , arauto do livre mercado.Denis Charlet – 25.abr.2017/AFPFuncionários da Whirlpool em Amiens protestam contra fechamento da fábrica de eletrodomésticosMacron representa o movimento centrista Em Frente!, entusiasta de uma integração ainda maior à economia mundial. Ele quer fortalecer a União Europeia, bloco que Le Pen sugere abandonar.
“Vivemos em um mundo em que o livre comércio foi imposto pelos Estados Unidos”, disse à Folha Michel Chassier, um dos líderes da Frente Nacional na região central. “Há concorrência desleal entre os países, o que desvaloriza os salários.”
O partido nacionalista retrata Macron como um candidato do sistema financeiro. Ele trabalhou em banco e foi ministro da Economia do governo de François Hollande, cuja impopularidade está relacionada a medidas de flexibilização do mercado.Editoria de Arte/Folhapress”Macron defende esse modelo internacional, enquanto Le Pen protege os trabalhadores franceses”, afirma.

Fonte: Folha de S.Paulo