As ilhas gélidas onde as mulheres são escassas – e os homens procuram estrangeiras para casar

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Athaya Slaetalid com o marido Jan e seu filho Jacob Quando Athaya Slaetalid se mudou da Tailândia para as Ilhas Faroé, no norte do Altântico, onde o inverno dura seis meses, ela passava os dias ao lado do aquecedor. “As pessoas me diziam para sair quando o sol brilhava, mas eu só conseguia responder: ‘Não! Deixem-me em paz, estou com muito frio’.”

Athaya mora nas ilhas há seis anos e admite que o início foi difícil. Ela conhecera seu marido, Jan, por intermédio de um amigo faroense, que gerenciava um negócio na Tailândia. Jan sabia que seria um desafio levar sua esposa para um local com cultura, clima e cenário tão diferentes.
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Ilhas Faroé fazem parte do reino da Dinamarca e, por isso, têm sua influência arquitetônica “Eu tinha algumas preocupações, porque a maneira como ela vivia era oposta à nossa”, ele admite. “Mas, conhecendo Athaya, eu sabia que ela conseguiria lidar com a mudança”.

Existem agora mais de 300 mulheres da Tailândia e das Filipinas morando nas Ilhas Faroé. Não parece muito, mas, ante uma população de apenas 50 mil pessoas no arquipélago, elas compõem a maior minoria étnica nesse conjunto de 18 ilhas localizado entre a Islândia e a Noruega.

Fonte: BBC