Tribunal iraquiano determina prisão de organizadores de plebiscito curdo

11/10/201710h19Um tribunal iraquiano determinou nesta quarta-feira (11) a prisão do presidente e de dos dois membros da comissão responsável pela da região autônoma curda do norte do Iraque.
A Suprema Corte, a mais alta autoridade judicial do Iraque, decidiu, em 18 de setembro, suspender a consulta no Curdistão, julgando-a contrária à Constituição.
Hendry Saleh, presidente da comissão, Yari Hadji Omar e Wahida Yofo Hermez tiveram suas prisões determinadas pelo Tribunal de Rassafa por violarem essa decisão.
Os três, que viajaram várias vezes para Bagdá para encontrar membros do governo central nos dias anteriores ao plebiscito, ficam impedidos de circularem nas províncias iraquianas que não fazem parte da região autônoma do Curdistão.
Duas semanas após —pela independência— com 92,73% dos votos, a crise entre Bagdá e a liderança curda no Iraque continua.

Para o Iraque, uma secessão curda implicaria perda de território e de boa parte da produção de petróleo do país. Os curdos são o maior povo sem pátria do mundo —30 milhões espalhados por Turquia, Iraque, Síria e Irã, por temerem perda de parte de seus territórios.
Os curdos reivindicam várias áreas que foram conquistadas pelos soldados peshmerga durante o combate ao Estado Islâmico (EI).

Fonte: Folha de S.Paulo