Temporada de verão em Milão e Paris atribui novos significados ao ‘estranho’

11/10/201702h10A temporada de desfiles mais festiva dos últimos anos teve surpresas para além das homenagens a personalidades e estilistas mortos, como Gianni Versace (1946-1997), e do revival dos anos 1990 que dominou as passarelas de Milão e Paris.
Nas propostas das coleções, destacaram-se o uso de tecidos improváveis e acessórios mais improváveis ainda, que fizeram par com a imagem de déjà vu representada pelo retorno das supermodelos e às inesperadas referências ao Brasil.
Ao lançar mão da cultura pop, algumas das grifes mais importantes do mundo esperam dar novo significado ao estranho. Como se perguntassem: “o que é feio e bonito para você?”.
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NOVAS VELHAS CARAS

Modelos emblemáticas do século 20 —e amostras dos corpos invejáveis— nas passarelas. Carla Bruni, Claudia Schiffer, Naomi Campbell, Cindy Crawford e Helena Christensen, por exemplo, desfilaram para a Versace e produziram a imagem mais compartilhada da temporada.
Nostálgica, a indústria da moda aproveitou o movimento para alçar a filha de Crawford, Kaia Gerber, 16, ao posto de nova “top”.
PLASTIFICADASGonzalo Fuente/ReutersModelo durante o desfile da ChanelEmbaladas para uma chuva tropical, as modelos vestiram propostas de plástico das grifes Chanel, Valentino, Burberry, Louis Vuitton e Balmain.

Fonte: Folha de S.Paulo