Projeto une refugiado e empregador usando ‘máquina de currículos’ em SP

06/05/201716h03″Você acredita em destino?”, diz a grande placa branca. Logo abaixo, um botão verde. Quem o aperta participa de uma espécie de sorteio, só que desta vez o prêmio é um pouco mais complexo: achar emprego para um refugiado.
A “máquina” é uma ação do projeto Estou Refugiado em parceria com a ONG Human Rights Watch. Ficará instalada até este domingo (7) no MIS (Museu da Imagem e do Som), no Jardim Europa, zona oeste de São Paulo, das 12h às 20h.
Funciona assim: o computador embaralha os nomes de 38 estrangeiros e escolhe um deles, que aparece na tela. Essa pessoa então conta sua história em um vídeo, enquanto seu currículo é impresso. É aí que entra a parte do destino.
O participante é convidado a indicar ou oferecer um trabalho para aquele que “o acaso” lhe apontou. A síria Alaa Mansour, 24, foi a primeira a receber uma proposta, para ser secretária bilíngue –além do árabe, ela fala inglês.
A jovem chegou da capital Damasco há dois meses com o marido, fugida da guerra civil que já deixou 400 mil mortos em seu país.

Fonte: Folha de S.Paulo