O Mundo é Uma Bola: Gélida e despovoada, Islândia faz o inexplicável ao ir à Copa do Mundo

Eu assisti a quase todos os jogos dessa Euro, então posso afirmar que a Islândia não joga um futebol vistoso, bem longe disso. Quase não fica com a bola, faz poucos gols e deposita as esperanças de vitória em esporádicos contra-ataques e jogadas de bola parada.
Também não tem um craque. Seu destaque, o meia-atacante Sigurdsson, que defende o Everton (Inglaterra) e já não é um garoto (28 anos), é um bom jogador. Não é espetacular, mas joga quase sempre bem. Bate na bola com categoria e precisão.
Seus companheiros são regulares tecnicamente. Quase não driblam. Mas têm uma disciplina tática de invejar e parecem ser fisicamente incansáveis. Além do mais, sobra espírito de luta na equipe – todos os jogadores, sem exceção, jogam com a alma. S-e-m-p-r-e.
Vindos de uma terra de clima subártico, onde a temperatura costuma oscilar entre 0 e 5 graus, os islandeses mostram calor no coração.
Percebe-se isso no relacionamento com os torcedores. Depois das vitórias, ainda no campo, aproximam-se da torcida e dão início a um ritmado ritual de palmas que dura alguns minutos, muito bonito de se ver, comandado pelo capitão do time, Gunnarsson.

Fonte: Folha de S.Paulo

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