Macron tem 62% das intenções de voto, às vésperas da eleição

No último dia oficial de campanha na França, os dois candidatos à presidência foram atrás dos votos dos indecisos. As pesquisas mostram vantagem ampla do candidato de centro.
A França do patrulhamento reforçado para as eleições acordou com uma falha de segurança monumental: dois ativistas esfregaram na cara das autoridades um cartaz de 30 metros. Uma crítica a Marine Le Pen no cartão-postal da França.
O Greenpeace acusa a extrema-direita de ameaçar os valores franceses. O candidato de centro está nas alturas. As últimas pesquisas dão 24 pontos percentuais de vantagem para Emmanuel Macron. Ele tem perto de 62% das intenções de voto; Marine, 38%.
Ela vinha tirando a vantagem desde o começo do segundo turno. Mas no último debate partiu para o ataque e assustou eleitores moderados, justo quando os candidatos tentam ampliar a base de votos.
A batalha maior será dentro da direita tradicional. A chamada França profunda, católica, conservadora e que vive com conforto nas cidades médias, sente que seus valores foram esquecidos. Essas pessoas têm dificuldade com as ideias liberais de Macron, mas também não se enxergam em Marine Le Pen.
A extrema-direita visitou a Catedral de Reims, no Nordeste da França. A candidata foi recebida com agressividade. Ela tentou sair à francesa, pelos fundos, mas voltou a encontrar a vaia.
O guarda-chuva num dia de sol foi desnecessário: não houve ovada dessa vez. Um eleitor dela enfrentou a multidão. Em Paris, essa cena seria mais difícil.
No primeiro turno, só 5% dos parisienses votaram nela. A equipe de reportagem não encontrou nenhum eleitor da extrema-direita na capital. A maioria vota em Macron.
A grande rival dele é a desmobilização. No primeiro turno, a abstenção chegou a 22%, mais votos do que a segunda colocada. Uma francesa disse que não vai votar. Ela afirmou que o ex-banqueiro representa a origem do problema: “É nacionalista a consequência.”
Campanha de Macron é alvo de ataque de hackers
A equipe do candidato Emmanuel Macron denunciou que a campanha foi alvo de um ataque de hackers. Na internet, os responsáveis pela campanha disseram que criminosos invadiram e-mails pessoais e profissionais da equipe e divulgaram documentos legais misturados a falsos para confundir os eleitores.
A equipe afirma que vai tomar todas as medidas para esclarecer o que considerou uma operação sem precedentes numa campanha eleitoral francesa.

Fonte: G1