Investimento chinês: benefícios e riscos para o Brasil

Trabalhadores de subestação da State Grid em Zhanang: metade dos ativos no exterior da empresa está no Brasil Foto: CHINA STRINGER NETWORK / REUTERSPEQUIM – Apesar da crise no Brasil, ou por causa dela — que deixou os ativos baratos —, os chineses estão mais dispostos que nunca a ampliar seus negócios no país. Em sua viagem à China, no início deste mês, o presidente Michel Temer recebeu a promessa de investimentos que, se confirmados, significarão o aporte, em dois anos, de mais de R$ 31 bilhões na economia brasileira, que já recebeu cerca de R$ 61,5 bilhões de 2014 até julho deste ano, entre fusões e aquisições. Este ano, pela primeira vez, um em cada quatro produtos exportados pelo Brasil irá para a China. A proporção é até um pouco maior neste momento, dados os carregamentos gigantescos de soja, mas estes não se manterão nos mesmos níveis até dezembro. Os montantes confirmam a confiança dos chineses na economia brasileira e sua demanda por insumos e energia. Mas trazem, para o Brasil, os riscos de uma dependência cada vez maior daquele que desde 2009 é seu principal parceiro comercial.
Além disso, uma participação mais expressiva em setores considerados estratégicos pode aumentar a influência chinesa não só sobre a economia brasileira, mas sobre decisões políticas de desenvolvimento ou de novas privatizações.

Fonte: Extra Online