A apreciação do Marco Legal das Ferrovias pelo plenário da Câmara, que inicialmente estava marcada para a última quinta-feira (9), deve acontecer nesta segunda-feira (13).

O adiamento, na semana passada, ocorreu por falta de acordo para a aprovação do projeto.

Em entrevista à CNN, Matheus de Castro, especialista em infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), disse que “o texto vai beneficiar o setor ferroviário, vai atrair investimento e permitir que a matriz de transporte caminhe para um equilíbrio.”

Segundo Castro, o projeto esta favorável para aprovação.

“O momento é muito oportuno e é importante que esse projeto vá para votação o mais rápido possível.”

O especialista aponta que hoje o país tem uma malha ferroviária com 30 mil quilômetros e mais de 10 mil quilômetros dessas ferrovias não são utilizadas ou estão ociosas.

E o Projeto de Lei (PL) “vai permitir que mais investimentos privados cheguem no setor e essa malha possa ser, de fato, não só mais utilizada, como também renovada e expandida”, disse.

Matheus Castro explicou que é muito importante que o PL seja aprovado porque teremos a “contribuição da infraestrutura para a retomada do Produto Interno Bruto (PIB), por meio do investimento, geração de emprego, na construção e com mais cargas sendo movimentadas nas ferrovias.”

Além disso, ele comenta que além da expansão de novas ferrovias, o PL poderá abrir caminho para reforma das malhas ociosas.

“Grande parte dos trechos precisa de investimentos pesados para se tornarem operacionais, mas outros trechos que com um investimento em modernização e alguma adequação, passam a ser utilizáveis novamente.”

O especialista explica que dos 30 mil quilômetros disponíveis no sistema rodoviário brasileiro, boa parte está abaixo da qualidade internacional, mesmo em comparação com países similares ao nosso, com Argentina e México. “E é esse trecho que precisa ser modernizado de fato.”

Ainda assim, ele destaca que o PL prevê inúmeras destinações para os trechos que estão ociosos ou abandonados.

“Eles podem ter destinação cultura ou de passageiros. Tirar as amarras vai beneficiar todo o sistema, como o transporte de passageiro, por exemplo”, finaliza.

Fonte: CNN Brasil