Dirigentes do COI demonstram mal-estar por acusação contra Nuzman

17/09/201702h00″Você não tem uma pergunta mais fácil?”, indagou o chileno Neven Ilic, 55, presidente do comitê olímpico de seu país e da Odepa (Organização Desportiva Pan-Americana) na quinta-feira (14), em intervalo da sessão do COI (Comitê Olímpico Internacional) no centro de convenções de Lima.
Ele havia sido questionado sobre a investigação que corre no Brasil e na França e que envolve o cartola brasileiro mais influente dos últimos anos no esporte olímpico.
Suspeito de que deu ao Rio de Janeiro a Olimpíada de 2016, Carlos Arthur Nuzman, 75, é tema delicado dentro do complexo organograma de 134 membros -ativos e honorários, sem direito a voto- do COI, repleto de dirigentes esportivos, ex-atletas, herdeiros reais e personalidades. Seus advogados negam qualquer relação com o caso.
É inegável, no entanto, que a simples menção do assunto causa enorme mal-estar entre dirigentes, embora não haja acusação formal contra ele das autoridades brasileiras e francesas, que iniciaram a investigação ao mirarem os senegaleses Lamine Diack, ex-membro do COI, e seu filho, Papa Massata.
Eles teriam recebido milhões para influenciar votantes a elegerem o Rio e também Tóquio para os Jogos de 2020.

Fonte: Folha de S.Paulo