De office boy a CEO: Os brasileiros que chegaram ao topo de multinacionais

13/10/201714h59Lavar o carro, passear com o cachorro do chefe e protocolar documentos. Essas eram algumas das funções do homem que hoje ocupa o cargo mais alto no país da Osram –uma das maiores fabricantes de lâmpadas do mundo– quando entrou na empresa, em 1995.
Ricardo Leptich, de 39 anos, foi contratado como office boy. Mas depois de oito promoções em 21 anos, chegou à cadeira de CEO (diretor-executivo) em 2016. Ele conta à BBC Brasil que sua própria trajetória –incomum no país– o fez reconhecer que a maior parte das empresas exige demais dos funcionários, mas oferece poucos benefícios em contrapartida.
Se há duas décadas poderia parecer pretensão de Leptich imaginar que hoje estaria no topo, o mesmo valeria para o atual CEO do Banco do Brasil Américas, Antonio Cássio Segura. Ele nasceu em uma família de lavradores, começou a trabalhar aos nove anos como entregador de jornal e, 24 anos depois de entrar na companhia, alcançou o posto mais alto da subsidiária do banco brasileiro nos Estados Unidos.
Ambas são histórias raras no Brasil –país de pouca mobilidade social e com um mercado de trabalho em que poucos profissionais conseguem se manter por mais de quatro ou cinco anos em uma mesma empresa, de acordo com o consultor de carreiras Rafael Souto.

Fonte: Folha de S.Paulo