Darwin e Deus: Marajó foi ‘Veneza’ do Brasil pré-histórico

E, como bônus pra quem não curte muito vídeo, eis um trechinho do capítulo do meu livro sobre Marajó que explica alguns pontos-chave dessa história.
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“Mover terra para gerenciar águaâ€
A expressão acima, cunhada pela antropóloga Denise Pahl Schaan, da UFPA (Universidade Federal do Pará), é um jeito particularmente memorável de explicar a lógica que guiou a ascensão da sociedade complexa dos campos de Marajó. A marca mais visível da passagem desse povo pela ilha são os chamados tesos – também designados com o termo inglês mound, algo como “morro artificialâ€. (Em sítios arqueológicos europeus, mound é o nome que se dá a elevações do terreno feitas por seres humanos, em períodos tão diferentes quanto a Idade do Bronze ou a Alta Idade Média, em geral com função funerária, dedicada a abrigar os cadáveres de membros da elite, com suas armas e joias; o mesmo termo acabou sendo incorporado até por romances de fantasia, como O Senhor dos Anéis – os reis dos cavaleiros de Rohan, um dos povos da saga, eram enterrados em mounds.)
Basta dar uma rápida olhada num par de fotografias tiradas pela própria Denise em 2005 para entender a provável importância dos tesos ou mounds no passado.

Fonte: Folha de S.Paulo