CRÍTICA: Longa “Columbus” dá frescor ao combalido cinema independente americano

Por algum motivo digno dos filmes de Jim Jarmusch, eles se tornam amigos, contra todas as expectativas e sem excluir aí uma certa tensão sexual.

Jin tem uma paixão platônica por Eleanor, companheira do pai, vivida por Parker Posey (musa do cinema independente americano desde os anos 1990).
Casey flerta com um colega da biblioteca, Gabriel (Rory Culkin, um dos irmãos do sumido Macaulay), e se recusa a abandonar a pequena Columbus, em Indiana, porque precisa cuidar da mãe, ex-viciada em drogas.
É somente isso, mas tudo isso. Porque nestas linhas está boa parte do que acontece no filme. E, ao mesmo tempo, tudo que se passa é de certo modo indescritível. Está nas reações dos personagens, na maneira como interagem, em cada gesto, cada olhar, cada inflexão de voz.
Longa minimalista este do sul-coreano Kogonada, que estreia para dar um frescor no combalido cinema independente americano.
Minimalista porque, na maior parte do tempo, vemos belas construções, e os protagonistas, Casey e Jin, observando-as ou discutindo as obras arquitetônicas do finlandês Eliel Saarinen (1873-1950) e de seu filho Eero (1910-1961), ambos ligados à cidade.

Fonte: Folha de S.Paulo