Conserto de eletrodoméstico e reparo de roupa avançam na crise

16/09/201703h53Com a dificuldade de ir às compras na crise, os brasileiros passaram a fazer mais reparos e manutenção de eletroeletrônicos, eletrodomésticos e roupas.
Essa foi a opção encontrada pelo analista de suporte Adriano Cippiciani, 37, quando a tela do seu aparelho quebrou, há dois meses.
“Com o valor que pagaria uma parcela de um aparelho novo, consertei o antigo, que está funcionando perfeitamente, e eu não tive de entrar em uma dívida longa, especialmente neste momento de incerteza econômica.”
Segundo a Abrasa (Associação Brasileira de Pós-Vendas em Eletroeletrônicos), no primeiro semestre, houve alta de 30% no conserto de eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

Projeções da entidade mostram que o setor deve fechar o ano com crescimento de 16,17% na comparação com 2016, com faturamento saindo de R$ 2,04 bilhões para atingir R$ 2,37 bilhões.
“Com a crise, o consumidor está optando pelo reparo do produto”, diz Cléber Gomes, gerente de operações do Grupo PLL, que atua em São Paulo, no Rio e em Salvador.
A KM Multi também viu seu faturamento subir, mas se deparou com a falta de mão de obra especializada para atender à demanda crescente.

Fonte: Folha de S.Paulo