Carioca se arma em meio ao aumento da violência e à crise financeira

14/09/201702h00Mônica Marques, 62, não sai mais a pé à noite. Fátima Costa, 55, deixou de estacionar de carro na porta de casa. Rogério Medeiros, 32, chegou ao ponto de comprar uma pistola para se defender.
O e a crise financeira do Estado têm suscitado sensação de desalento em relação à segurança pública, sentimento inflamado pelas redes sociais e que tem provocado mudanças no comportamento da população, mesmo em regiões mais seguras.
Amedrontados e descrentes do poder público, muitos se fecham, enquanto outros tentam fazer segurança com as próprias mãos.
Um exemplo desse clima está no bairro de Vila Kosmos, na periferia do Rio. Lá, onde as pessoas costumavam bater papo em frente ao portão sentadas em cadeiras de praia, a prefeitura autorizou a instalação de guaritas e a contratação de vigilantes.
O bairro fica perto de favelas controladas pelo tráfico e é atravessado por uma via expressa, o que facilita a fuga de criminosos.
É atendido pelo 41º batalhão, um dos mais conflagrado do Estado e campeão de mortes causadas por policiais entre janeiro e julho deste ano (81). Foi ainda o quinto pior em número de mortes violentas (221) e roubos (9.016).

Fonte: Folha de S.Paulo