Biografia conta trajetória pessoal e profissional de Vladimir Herzog

DivulgaçãoEm outubro de 1975, o jornalista Vladimir Herzog apareceu morto numa cela do Doi-Codi. O laudo oficial dizia que ele havia se enforcado, mas a farsa do suicídio não foi aceita pela sociedade, que protestou.
Vlado e Paulo Markun trabalhavam juntos na TV Cultura e, apesar da diferença de idade, tornaram-se companheiros também fora das redações. Ambos eram militantes do clandestino Partido Comunista Brasileiro.
Em , Markun, que também foi torturado, utiliza sua própria história desde a militância estudantil até a prisão para reconstituir a trajetória pessoal e profissional de Vlado.
Paulo Markun é jornalista desde 1971. Trabalhou nos principais veículos de comunicação do país. Criou jornais e revistas e, como escritor, já publicou mais de 15 livros. Presidiu a Fundação Padre Anchieta, que controla a TV Cultura, de 2007 a 2010.
Abaixo, leia um trecho do , publicado pela editora Objetiva.
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No finalzinho de março de 1975, na redação da Folha, ele foi direto ao ponto:
– Você é o Markun? Sou Vlado Herzog. Assumi a sucursal do Opinião e estou procurando colaboradores. Você topa escrever para o jornal?
Ele tinha quase 38 anos, quinze mais que eu, e uma experiência jornalística proporcionalmente maior que os meus três anos como repórter de cidade.

Fonte: Folha de S.Paulo