Antes de dar coronhada, PM do Bope mandou mulher bater na filha, diz testemunha

Marisa morreu dois dias depois da coronhada Foto: ReproduçãoAntes de dar uma coronhada em Marisa de Carvalho Nóbrega, de 48 anos, durante operação na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, na madrugada do último domingo, um policial do Batalhão de Operações Especiais (Bope) mandou a mulher bater na própria filha. O relato foi feito na 32ª DP (Taquara) por uma testemunha do crime. Segundo o morador da favela, que pediu para não ser identificado por medo de represálias, pouco após os dois filhos de Marisa serem abordados pelos policiais, a mulher foi acordada em casa e foi até o local, na localidade conhecida como Pantanal. Quando chegou, ainda com roupa de dormir, os agentes afirmaram que seus filhos estavam com um radiocomunicador e ordenaram que ela batesse na filha. Marisa se negou e foi agredida com uma coronhada na nuca.
— Eles gritaram: “Bate nela, bate nela”, apontando para a filha. A menina disse que não estava com o rádio e ela não bateu. Então, chamaram ela de piranha e bateram nela com o fuzil — afirmou a testemunha ao EXTRA.
Ao final das agressões, os dois filhos de Marisa foram liberados pelos policiais. A mulher, entretanto, só começou a passar mal quando chegou com os filhos em casa.

Fonte: Extra Online