Um vídeo publicado no Youtube detalhou como e por que o submersível Titan, da OceanGate, implodiu e matou 5 passageiros a bordo durante expedição aos destroços do RMS Titanic em junho.

A animação do canal AiTelly, que utilizou um software chamado Blender, descreveu o material de Titan como “design experimental” e apontou como ele era diferente da tecnologia convencional que usa aço, titânio e alumínio para submersões muito profundas.

O canal do YouTube levou 12 horas para inserir dados sobre a OceanGate no software de modelagem 3D para criar uma animação dinâmica.

VÍDEO – Passageiros do Titan podem ter percebido o que ia acontecer 1 minuto antes da implosão

data-youtube-width=”500px” data-youtube-height=”281px” data-youtube-ui=”internacional” data-youtube-play=”” data-youtube-mute=”0″ data-youtube-id=”cmbhzZEgAaI”

Ou seja, segundo os especialistas, o problema do submersível era sua construção em fibra de carbono, material que pode “trincar e quebrar repentinamente”.

A animação recria, também, como seria o interior do submersível, apontando que “este é provavelmente um dos submarinos mais básicos de mergulho profundo que você já viu”.

Animação 3D mostra interior do submersível Titan. / Reprodução/Youtube/AiTelly

O vídeo aborda as diferenças entre implosão e explosão, como também explicou o diretor do Instituto de Oceanografia da USP, Paulo Sumida, à CNN.

Após a falha, a pressão aplicada no casco do submersível inviabilizaria uma explosão, explicou Sumida. Dessa forma, o colapso na estrutura seria uma implosão, ou seja, algo interno, ao invés de externo.

“Ele implode porque o casco está cheio de ar. O ar é muito compressível, ao contrário da água, que é pouco. Então toda a pressão da água envolta do casco – imagina uma coluna de água de 4 km sobre esse casco – exercendo pressão por todos os lados”, avaliou.

Nessa profundidade, a pressão exercida sobre os corpos é cerca de 400 vezes maior do que na superfície.

“Quando teve a falha, a tendência foi que pressionasse o ar. Então, ele não poderia explodir, porque a pressão não deixaria. Então, ele implodiu. As paredes colapsaram e parte delas foram tiradas em três pedaços, o que mostra o grau de violência dessa pressão”.

Em 18 de junho, o submersível foi lançando no Oceano Atlântico, acima do local onde o RMS Titanic naufragou em 1912.

Às 9h45, o piloto e CEO da OceanGate, Stockton Rush, perdeu contato com a superfície durante descida de mais de 3800 metros nas profundezas do oceano.

Dias depois, os destroços de Titan foram recuperados do mar, confirmando a possibilidade de uma implosão catastrófica ocasionada por falha na embarcação.

Os turistas Hamish Harding, de 58 anos, Shahzada Dawood, de 48, e seu filho Suleman Dawood, de 19, o piloto da Marinha francesa Paul-Henry (PH) Nargeolet e o CEO Stockton Rush, morreram no acidente.

Veja o vídeo

data-youtube-width=”500px” data-youtube-height=”281px” data-youtube-ui=”internacional” data-youtube-play=”” data-youtube-mute=”0″ data-youtube-id=”fhiBnQ0Ar4E”

Fonte: CNN Brasil