América Latina tem recuperação, mas em ritmo lento, segundo FMI

13/10/201715h00A atividade econômica na América Latina e no Caribe deverá seguir uma recuperação gradual neste ano e em 2018, mas a perspectiva de crescimento a longo prazo ainda é frágil, segundo relatório do FMI (Fundo Monetário Internacional), divulgado nesta sexta-feira (13).
Em 2017, a expansão deverá ser de 1,2% e, no próximo ano, de 1,9% –ambas taxas subiram 0,1 ponto percentual em relação a abril, aumento puxado por um primeiro semestre melhor que o esperado em grandes economias
O crescimento per capita da região no médio prazo, porém, segue abaixo de economias emergentes –1,7% na região, contra 3,5% nos países em desenvolvimento– e muito abaixo da expansão chinesa, de 9%.
A baixa produtividade e a retração do nível de investimentos, ainda muito inferior ao nível pré-crise, seguem como grandes entraves ao crescimento, aponta o relatório.
Além disso, a disponibilidade de mão de obra tende a reduzir conforme os países se preparam para o processo de envelhecimento de sua população. Hoje, a proporção de pessoas com mais de 65 anos já aumenta de forma persistente, ainda que em ritmos distintos.
As eleições que serão realizadas em diversos países latino-americanos nos próximos 18 meses são riscos-chave para a estabilidade na região.

Fonte: Folha de S.Paulo