Viajante relembra excursão a Maceió com passeios, praias e piscinas naturais

Nada é melhor do que recordar bons momentos. É assim que Junior Lopes começa o seu relato. E é essa a intenção do Check-in em tempos pandêmicos.

Ele, um apaixonado por viagens, relembra a excursão que fez para Maceió em 2018. Foram vários dias de passeios, praias, drinques e muita diversão em grupo.

Em tempos de coronavírus nossas viagens ficaram mais restritas. Mas ainda podemos relembrar momentos marcantes que tivemos em outras cidades. Que tal compartilhar sua história de viagem com o blog Check-in? É só escrever para o email [email protected].

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Nada é melhor do que recordar bons momentos. E nessa pandemia em que fomos privados de fazer uma série de coisas, bom mesmo é lembrar as viagens que fizemos. Nesse sentido, gostaria de compartilhar com vocês uma que fiz para Maceió em 2018, época em que aglomerar não era um problema e, por isso, fizemos a viagem em um grupo, com 23 pessoas.

Maceió é muito linda! E essa excursão em 2018 foi muito especial. O grupo era unido e passamos dias incríveis de praia, sol, mar, forró, o famoso chiclete de camarão e muitas guloseimas.

A nossa viagem começou no dia 20/10/2018, um sábado. Saímos de Santos e fomos em direção ao Aeroporto de Congonhas em São Paulo.

Um ônibus estava nos esperando em frente ao Orquidário e às 8h30 seguimos para o aeroporto. Nosso voo da Gol saiu às 13h25 com destino a Maceió.

Chegamos com tempo sobrando ao aeroporto, ainda deu tempo de comer um lanchinho e comprar chocolate para levar no avião. Fizemos uma viagem tranquila, em um voo que durou 3 horas.

Aterrissamos lá às 16h20, recepcionados pelo verão de Maceió e pelo guia Hélio, um rapaz muito simpático que nos levou ao ônibus que estava à nossa espera.
No caminho, ele nos contou várias histórias sobre a cidade. Nos pediu paciência quanto aos atendentes, pois disse que lá o pessoal trabalha com “taleeennnto” (ou seja, costumam fazer as coisas mais devagar, “lento”, diferentemente da correria louca que temos em São Paulo, por exemplo). Ele também deu uma esplanada de como seriam nossos passeios e nos deixou no Maceió Mar Hotel.

Nesse primeiro dia tivemos a tarde livre para curtir o pôr do sol da praia e a piscina do hotel –o jantar foi no próprio estabelecimento. Aliás, a excursão foi montada com sistema de meia-pensão, em que tivemos todos os dias o jantar incluso, além do café da manhã.

No dia seguinte, um domingo, fomos para a Praia do Gunga. O grupo se reuniu pela manhã às 8h, e seguimos no ônibus. A praia é conhecida pela abundância de coqueiros e por sua extraordinária beleza natural.

O trajeto de ônibus foi de aproximadamente 50 minutos. Mas o guia era tão simpático e foi contando tanta história que nem deu para ver o tempo passar.

A praia dispõe de uma boa infraestrutura para atender os visitantes. Fica situada em uma curva sinuosa entre o oceano Atlântico e a lagoa do Roteiro. Tem de um lado um extenso pontal de areia branca, com águas calmas, e, do outro lado, uma sequência de coqueiros a perder de vista, com mar aberto e falésias coloridas.

A praia é boa para visitar em qualquer situação: quando a maré está baixa, piscinas naturais são formadas, e com a maré alta, a água doce do rio encontra a água salgada do mar, um espetáculo da natureza.

Além da paisagem perfeita, a praia oferece estrutura de lazer (aluguel de equipamentos náuticos, buggys e quadricíclos), bares, restaurantes e lojas de artesanato.

Logo na chegada fizemos um passeio de barco de aproximadamente 30 minutos, saindo de Barra de São Miguel com destino à praia do Gunga. O nosso ponto de encontro era a famosa barraca Gunga Beach.

A maioria do grupo optou por fazer um passeio de jipe (que nos foi ofertado lá mesmo) para ver as lindas falésias e os coqueiros a perder de vista. A paisagem lá é maravilhosa, um passeio que não pode deixar de ser feito se você estiver pensando em ir para Maceió.

Na segunda-feira, saímos às 11h30 para fazer um passeio conhecido como “passeio das 9 ilhas”. O trajeto do nosso hotel até o Pontal da Barra durou cerca de 25 minutos.

Antes de realizar o passeio, almoçamos em um restaurante, O Peixarão, onde comemos um delicioso peixe acompanhado de uma cervejinha.

Esse passeio é um refúgio para a alma, perfeito para descontrair, recompor energias e refletir sobre as coisas boas da vida. Os encantos de uma jornada em um lugar paradisíaco com tudo que ele pode oferecer.

Situado no complexo lagunar de Mundaú-Manguaba, as Nove Ilhas são um arquipélago fluviomarinho, sendo que oito destas ilhas ficam em Maceió, enquanto a outra se localiza na cidade vizinha, Marechal Deodoro.

O trajeto pelas águas das lagoas acontece através de uma escuna. Embora o arquipélago seja composto por nove ilhas, oito delas são rodeadas por bancos de areia e mangues, o que impossibilita o acesso de embarcações. Apenas a ilha Carlito oferece condições seguras para recepcionar os turistas.

Lá, tivemos a oportunidade de tomar um banho de piscina e ter acesso ao bar da ilha para tomar um drinque e pedir petiscos de frutos do mar.

São nove ilhas e dezenas de motivos pelos quais vale a pena realizar o passeio. Na volta tivemos a oportunidade de vislumbrar o mais belo pôr do sol nordestino. Uma verdadeira obra de arte!

No retorno visitamos o Pontal da Barra, uma rua com muitos artesanatos locais. São várias lojas com os famosos bordados filé, sorvetes artesanais, cachaças locais e vários outros tipos de lembranças.

Na terça, os organizadores da excursão nos deram um dia livre para curtirmos a capital alagoana, uma pequena pausa para recarregar as baterias.

A maioria do grupo foi curtir as piscinas naturais de Pajuçara, que é um passeio fantástico! Pegamos uma jangada na beira da praia e seguimos mar adentro, até que chega um ponto em que é possível ficar de pé dentro da água (e isso a cerca de 1 km de distância da areia da praia). Ali pudemos ver vários peixinhos que vinham perto de nós, algumas pedras que davam para ficar em pé para tirarmos fotos e, pasmem, tinha um “bar aquático flutuante” onde vinham nos oferecer frutos do mar.

Algumas pessoas optaram por ficar na praia que ficava em frente ao hotel, a praia Ponta Verde.

A feirinha de artesanato foi um outro atrativo visitado, pois lá tem de tudo um pouco. Venda de bordados, cachaças, camisetas, redes, entre outras lembranças para você levar de Maceió.

À tarde, o grupo voltou a se reunir, e almoçamos em um restaurante delicioso próximo à praia onde comemos o famoso “chiclete de camarão”, prato típico local com camarão e muito queijo. Estava uma delícia!

À noite, fomos curtir música ao vivo no Lopana, um bar muito charmoso com boa comida e excelente repertório musical. Ficamos até altas horas jogando conversa fora e lembrando os momentos em que passamos juntos. Depois retornamos ao hotel para uma boa noite de sono.

No dia seguinte, na quarta, saímos do nosso hotel às 8h. O trajeto até o complexo Dunas de Marapé durou cerca de 55 minutos.

Após uma rápida travessia de barco (5 minutos) foi possível desfrutar do mágico encanto de uma praia de areias brancas, protegida suavemente por uma barreira de recifes.

O complexo Dunas de Marapé oferece serviço de bar, restaurante com culinárias regionais e passeios opcionais como o passeio Circuito Pau de Arara e a Trilha dos Caetés.

A poucos passos estão às águas do rio Jequiá, tentação para um delicioso banho nesta parte do paraíso. Sua abundante vegetação nativa nos deleita com a presença de simpáticos saguis, entre outras espécies características da região. As dunas fixas e falésias esculpidas pela natureza são uma excelente opção para uma caminhada à beira mar.

Pegamos uma mesa na areia da praia, ficamos batendo papo e tomando uns drinques. O dia estava lindo e nessa altura todos do grupo já tinham se tornado amigos.

O encontro do rio com o mar rendeu belas fotos. Tanto o mar quanto o rio são ótimos para banho.

O almoço nesse passeio estava incluído no pacote da excursão, uma refeição muito bem servida.

Depois desse dia incrível, o guia nos deixou no hotel para tomarmos banho para sairmos à noite. Fomos na casa de forró Maikai, chegamos cedo para pegar uma das poucas e disputadas mesas, mas deu tudo certo. O grupo todo se divertiu muito, pois havia dançarinos da casa que ficavam tirando as pessoas para dançar –não teve como ninguém ficar parado.

Retornamos ao hotel para um descanso, pois ninguém é de ferro!

Na quinta, saímos um pouco mais cedo do hotel, por volta das 7h. Fomos para Maragogi e suas incríveis piscinas naturais, conhecidas como Galés de Maragogi. O trajeto durou cerca de 2 horas.

No caminho fizemos um amigo secreto promovido pela agência de turismo. Foi muito divertido, e achamos a ideia dos organizadores excelente, pois mesmo sendo um lugar distante, mais uma vez nem vimos o tempo passar, além disso as lembranças eram os artesanatos, o que fez com que ajudássemos ainda mais o comércio local.

Chegando na praia, tivemos a sorte de pegar a maré baixa e aproveitamos as piscinas naturais, por sinal, as maiores de Alagoas. A seis quilômetros da costa, os aquários naturais reuniam peixes, crustáceos, moluscos e corais de variadas espécies.

Até quem não sabe nadar aproveitou demais o passeio. Máscara de mergulho, snorkels e equipamentos de mergulho foram oferecidos opcionalmente, para ver os peixinhos que nadaram próximos a nós, uma experiência encantadora.

Nosso ponto de encontro foi o restaurante Pontal de Maragogi que ofereceu guarda-sóis e cadeiras. Havia um restaurante delicioso e almoçamos por lá.

Como tudo que é bom dura pouco, chegamos ao último dia da nossa viagem para Maceió, e retorno para casa. Na sexta, tomamos café da manhã no hotel, e às 10h o ônibus saiu para o aeroporto.

O voo estava marcado para as 12h35 com destino a São Paulo (Congonhas), e chegamos no aeroporto paulistano às 15h35, onde um outro ônibus estava nos esperando para o retorno à Santos.

Uma viagem maravilhosa em um lugar paradisíaco! Lembranças e memórias para guardar para a vida toda!

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Aviso aos passageiros 1: Também em Alagoas, a Costa dos Corais é destino único e inesquecível, de acordo com o jornalista Lucas Bicudo

Aviso aos passageiros 2: Caso você goste de natureza, Capitólio (MG) recebe bem tutores e seus pets em paisagens paradisíacas

Fonte: Folha de S.Paulo

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