Parte do acordo de delação da OAS é enviada para o Supremo

16/09/201713h44Acabou um pedaço da novela da , iniciada há dois anos. O acordo de delação de oito executivos da empresa foi enviado na noite de sexta (15) pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, ao gabinete do ministro Edson Fachin, do Supremo.
A delação da OAS relata pagamento de suborno e contribuições via caixa dois aos ex-presidentes Lula (PT) e Dilma (PT), aos senadores Aécio Neves e José Serra, ambos do PSDB, e a aliados próximos ao presidente Michel Temer (PMDB).
O acordo do principal delator da OAS, Léo Pinheiro, não faz parte desse pacote enviado ao Supremo. Também não foram enviados os documentos de dois acionistas que controlam o grupo, César Mata Pires Filho e Antonio Carlos Mata Pires, segundo a Folha apurou.
A informação foi revelada pelo jornal “O Globo” e confirmada pela Folha.Paulo Lisboa – 5.set.2016/Brazil Photo Press/FolhapressO ex-presidente da construtora OAS, Léo Pinheiro, quando foi presoOs executivos cujos acordos serão analisados por Fachin cuidavam de pagamento de caixa dois, segundo a Folha apurou. São considerados personagens menores na trama de corrupção da OAS.
A delação da empresa é considerada comprometedora para o ex-presidente Lula.

Fonte: Folha de S.Paulo