Nassau, capital das Bahamas, importa chefs para virar destino gourmet

Os hotéis de luxo da costa do Caribe estão investindo em atrativos que vão além das águas cristalinas. Cassinos, galerias de arte, festas e restaurantes de chefs estrelados são alguns dos artifícios usados para elevar ainda mais o padrão desses destinos.

Nassau, nas Bahamas, aos poucos se estabelece como a nova capital gastronômica da região. Por ali, as casas de chefs-celebridade começaram a chegar há cerca de duas décadas, com a abertura do Dune, do francês Jean-Georges Vongerichten, e do Nobu, poucos anos depois, do japonês Nobu Matsuhisa.

Localizados respectivamente nos hotéis The Ocean Club e Atlantis Paradise Island, foram pioneiros do que hoje se tornou especialidade das empresas hoteleiras da região: importar menus de chefs de renome mundial para Nassau.

Essa é uma das apostas do Baha Mar, empreendimento com três hotéis (SLS, Rosewood e Grand Hyatt) inaugurado na ilha de Nova Providência há cerca de dois anos, ao custo de US$ 4,2 bilhões.

Uma diária no complexo custa de US$ 275 (R$ 1.058), para duas pessoas e até duas crianças, no Grand Hyatt, a US$ 5.525 (R$ 21.271), para seis adultos e duas crianças, no Rosewood. Os valores não incluem nenhuma refeição.

São 39 bares, docerias e restaurantes, que reinventam cozinhas internacionais com ingredientes bahamenses. O marisco que serve de alimento para os 395 mil habitantes do arquipélago se mescla com iguarias como caviar e trufas. 

Tal mistura entre alta gastronomia e tradições locais marca presença no recém-inaugurado Carna, assinado pelo açougueiro italiano Dario Cecchini, 64. Apesar de especializado em carnes, o restaurante aberto em fevereiro combina em seus pratos ingredientes da terra e do mar.

“Nunca tive o projeto de abrir vários restaurantes, mas essa oportunidade surgiu e veio de uma empresa que acredita no meu trabalho”, afirma o italiano. Natural de Panzano in Chianti, na Toscana, ele é a oitava geração de açougueiros de sua família.

O Carna é o primeiro endereço de Cecchini fora da Itália, mas ele já rodou o mundo. No Brasil, ficou amigo de Marcos Bassi (1948-2013), fundador do restaurante paulistano Templo da Carne. “Conheço São Paulo muito bem”, diz. 

Apesar de seu nome estar no logo do Carna, Cecchini gosta de deixar claro seu papel exclusivo de açougueiro. O cardápio do restaurante fica por conta do chef americano Thomas Griese, 33, que coleciona passagens por hotéis de Las Vegas e Miami.

O objetivo é, segundo Cecchini, trazer um pouco da simplicidade e do espírito familiar de Panzano in Chianti para Nassau. Para isso, levou Griese para um período preparatório em sua terra natal.

“O Carna nasceu de uma mistura da minha experiência combinada à de Dario”, afirma Griese. 

Assim como o chef e o açougueiro, as carnes utilizadas no Carna também são importadas e vêm de lugares como Austrália e Japão. O uso de matérias-primas de qualidade tem seu preço: os cortes para uma pessoa, sem acompanhamentos, vão de US$ 28 até US$ 110 (R$ 79 a R$ 423).

Graças à facilidade de obter produtos de diferentes partes do mundo e à dedicação que as empresas hoteleiras têm demonstrado na cozinha, Griese acredita que Nassau pode, aos poucos, se tornar líder mundial do que ele chama de criatividade culinária.

Para os donos do dinheiro, fica clara a intenção de elevar o status culinário das Bahamas, como explica o presidente do Baha Mar, Graeme Davis. “Nossa meta sempre foi fazer deste complexo de hotéis uma força global por trás da rota de turismo gastronômico”, afirma.

“Experiências gastronômicas são um fator essencial nas viagens contemporâneas. Turistas hoje em dia querem ser surpreendidos”, completa.

De acordo com Davis, a combinação da técnica trazida pelos chefs internacionais com a inspiração vinda das tradições locais ajuda nas criações.

As novidades não são exclusividade dos hóspedes. Turistas que estão em outros locais e moradores de Nassau são bem-vindos nos restaurantes de hotéis como o Baha Mar. 

Uma das maiores casas do complexo, o Regatta, com sistema de bufê, é destino frequente de bahamenses. O jantar para adulto custa US$ 54 (R$ 207) e o brunch, aos domingos, US$ 45 (R$ 173).

O jornalista viajou a convite do Baha Mar


R$ 2.458 
3 noites em Nassau, na Top Brasil (topbrasiltur.com.br
Pacote individual com saída marcada para 7 de junho. Hospedagem em quarto duplo standard, com café da manhã. Não inclui passagem aérea. Sem passeios e sem extras

R$ 4.605 
7 noites em Nassau, na Submarino Viagens (submarinoviagens.com.br
Pacote individual com saída em 17 de agosto. Hospedagem em quarto duplo. Não inclui regime de alimentação. Com passagem aérea a partir do aeroporto de Viracopos

US$ 1.478 (R$ 5.690) 
6 noites em Nassau, na New Age Tour (newage.tur.br
Hospedagem em quarto duplo, no Holiday Inn Express & Suites, com café da manhã. Inclui passagem aérea, a partir de São Paulo, traslados e seguro-viagem. Sem passeios. Preço por pessoa

US$ 1.542 (R$ 5.936) 
3 noites em cruzeiro pelo Caribe, na Disney Cruise Line (disneycruise.disney.go.com)
Valor individual para partida em 3 de maio, de Porto Canaveral (Flórida). Hospedagem em cabine dupla, no navio Disney Dream. Inclui parada em Nassau e na ilha Castaway Cay. Inclui taxas e refeições. Sem passagem aérea

R$ 7.750 
7 noites em Nassau, na CVC (cvc.com.br
Hospedagem em quarto duplo com regime all-inclusive no Breezes Resort. Inclui passagem aérea. Sem passeios

US$ 2.100 (R$ 8.085) 
5 noites em Nassau, na Venice Turismo (veniceturismo.com.br)
Pacote individual com saída marcada para 27 de abril. Hospedagem em quarto duplo, sem regime de alimentação. Não inclui aéreo

R$ 21.399 
10 noites em cruzeiro pelo Caribe, na Interpoint (interpoint.com.br)
Cruzeiro no navio Seven Seas Explorer com saída marcada para 17 de dezembro, do porto de Miami. Hospedagem em cabine dupla, com regime all-inclusive, bebidas premium e passeios. Não inclui passagem aérea

Fonte: Folha de S.Paulo

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