Vítima de violência doméstica usa grafite para informar meninas sobre Lei Maria da Penha

Direito de imagemDivulgação/Panmela Castro.

‘Quanto mais mulheres conhecerem os direitos delas, são mais mulheres exigindo que esses direitos possam acontecer’, afirma Panmela Castro Aos 24 anos, já casada, a carioca Panmela Castro descobriu um lado do marido que não conhecia. No início, eram “banhos” de água gelada que ele a forçava a tomar por meia hora como “punição” por alguma briga ou desentendimento. Depois, ameaças de “colocar fogo na casa” – e nela também – enquanto a perseguia borrifando inseticida em sua direção.

A jovem, no entanto, enxergava essas atitudes do companheiro como “normais”.
“Meus pais vieram de uma família muito pobre, com pouco acesso à informação, então a minha formação também foi limitada. Eu achava que eu, como mulher, tinha que passar por isso”, conta ela hoje à BBC Brasil.

Se você quer ganhar mais, deve trabalhar menosA palmeira que desponta como novo ‘ouro verde’ do BrasilAté que um dia Panmela se viu acuada no meio da sala, enquanto sofria golpes do marido por todos os lados. Durante as agressões, ouvia a sogra, que presenciava tudo, dizer que ela “merecia, porque não fazia almoço, não fazia o jantar…”.

Fonte: BBC