Decisão do Supremo não é necessariamente boa para os senadores, diz professor da FGV

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Dias Toffoli (esq.) e Gilmar Mendes (centro) ficaram do lado vencedor no julgamento | foto: Carlos Moura / STF À primeira vista, os senadores brasileiros obtiveram uma vitória na última quarta-feira, quando os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram que o Senado precisa autorizar o afastamento de um membro da casa.

Não necessariamente, diz Thomaz Pereira, professor de Direito da FGV-Rio e doutorando da universidade Yale (EUA).
Para o especialista legal, a decisão pode, inclusive, deixar o STF mais à vontade para determinar o afastamento de senadores investigados na Lava Jato, e cobrar um preço político elevado dos senadores, que terão de “salvar” ou “condenar” os próprios colegas.

O STF atendeu parcialmente a um pedido formulado em maio de 2016 pelos partidos PP, PSC e Solidariedade. O que as legendas queriam, à época, era que o STF permitisse à Câmara dar a última palavra sobre o afastamento do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
O peemedebista estava afastado das funções desde o dia 5 de maio, por ordem do STF. Cunha é, inclusive, citado no pedido.

Fonte: BBC