Vinte anos após privatização, Vale abre nova fase com gestão austera

06/05/201702h00Em três semanas, o engenheiro Fabio Schvarstman entrará no número 700 da avenida das Américas, no Rio de Janeiro, com a missão de conduzir a mineradora Vale numa nova etapa, 20 anos após a privatização da companhia.
Ele terá que encontrar formas de cortar ainda mais os custos e garantir a redução da dívida, adotando uma gestão austera para se adaptar a tempos de minérios mais baratos e incertezas sobre o crescimento da China, principal mercado da mineradora.
Durante quase uma década, a Vale surfou a expansão da economia mundial, que fez o preço das commodities dispararem. Quanto mais o minério subia, mais a receita e o valor de suas ações cresciam.VALE: 20 ANOSPrivatizada em 1997, empresa ainda sofre com influência políticaFoi nesse período de euforia que seu presidente mais longevo, Roger Agnelli, levou a Vale para novos negócios e aquisições no exterior, como a compra da mineradora canadense Inco, em 2006, e da fabricante de fertilizantes Fosfertil no Brasil, em 2010.
Quando deixou a empresa no início de 2011, após dez anos, a Vale chegara a outro patamar. A mineradora privatizada em 1997 já era um colosso, com US$ 4,5 bilhões em receitas e 11 mil funcionários por cinco países.

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