Loteamento de fazendas comanda expansão urbana

13/10/201702h00O desenho de Luís Eduardo Magalhães, cidade que mais cresce no país, não foi planejado por urbanistas ou poder público. Foi feito por fazendeiros que compraram terras em torno da BR-020 e resolveram lotear o terreno.
Hoje, placas de imobiliárias são tão numerosas quanto as que anunciam tratores e novas variedades de sementes. Há lotes a partir de R$ 40 mil em áreas que, por enquanto, só têm postes e ruas.
A seca dos últimos três anos atrapalhou, mas a safra recorde de algodão neste ano promete aquecer o mercado.
A região, , teve sua ocupação impulsionada pelo agronegócio. Os municípios com maior produção agrícola estão entre os que mais crescem no país.
Em Luís Eduardo Magalhães, imobiliárias negociam pagamentos anuais na época da colheita, e seguem a “fórmula das Casas Bahia”, diz o corretor Marcus Vinicius de Carvalho, sobrinho de um dos pioneiros da cidade: prestações mensais que caibam no bolso, a partir de R$ 260.

Quem começou foi o pecuarista goiano Arnaldo Horácio Ferreira, que comprou 180 mil hectares por lá em 1979. “A terra era muito barata porque aqui não tinha nada; pegava o chão, era só areia.

Fonte: Folha de S.Paulo