Há 20 anos, Vale ia a leilão e consórcio liderado por CSN saía vencedor

06/05/201702h00Há 20 anos, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, −até então Companhia Vale do Rio Doce− foi vendida por R$ 3,3 bilhões (cerca de R$ 11,3 bilhões, em valores corrigidos) ao Consórcio Brasil, liderado pela CSN (Companhia Siderúrgica Nacional).
O grupo comprou 41,73% das ações com direito a voto, dos quais 16,3% ficaram com a CSN; 10,43% com a Litel Participações (fundos de pensão); 10% com a Eletron S/A (liderada pelo banco Opportunity); e 5% com a Sweet River (Nations Bank).VALE: 20 ANOSPrivatizada em 1997, empresa ainda sofre com influência políticaO Consórcio Brasil derrotou o Consórcio Valecom (liderado pelo grupo Votorantim) no leilão. A venda representou um ágio de 19,99% sobre o preço mínimo. À época, em Montevidéu (Uruguai), FHC reagiu ao anúncio dizendo que “o governo agiu direito”.
A privatização da companhia gerou turbulência desde seu anúncio, em janeiro de 1997. À época a Vale, a fim de refutar informações de que não era rentável e de aplacar movimentos contrários ao leilão, publicou informe de rentabilidade na Folha a fim de justificá-lo e explicitou que a companhia estava “no mesmo nível de outras grandes mineradoras do mundo”.

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