Fraude para entrar em universidades americanas leva à prisão de atrizes

Um esquema de pagamento de propinas de até US$ 6,5 milhões para colocar filhos de personalidades em algumas das mais prestigiosas universidades americanas foi descoberto pelo Ministério Público de Boston e revelado na terça-feira, 12.

A polícia confirmou a prisão de 38 pessoas, incluindo a atriz Felicity Huffman (“Desperate housewives”), na terça-feira, 12. Huffman foi liberada durante a madrugada desta quarta, 13, após pagar fiança de US$ 250 mil (R$ 950 mil), segundo o TMZ.

Atriz é suspeita ​​de disfarçar como caridade um pagamento de US$ 15 mil no esquema de suborno. A polícia descobriu o golpe depois de encontrar um empresário da Califórnia que conduzia operações para ajudar os alunos a entrarem nas universidades.

Ao todo, há 50 indiciados, entre artistas, líderes empresariais, técnicos de grandes universidades e administradores de testes. As instituições incluem Yale, Stanford, Universidade do Texas, Universidade da Califórnia e Universidade do Sul da Califórnia.

Também foi expedido mandado de prisão para a atriz Lori Loughlin, atriz de Full House (“Três é demais)”. Segundo a imprensa americana, ela não foi encontrada em casa.

Loughlin e o marido, o designer Mossimo Giannulli, são acusados ​​de pagar US$ 500 mil à Universidade do Sul da Califórnia em troca de ter suas duas filhas designadas como recrutas em uma equipe esportiva da universidade, apesar de não participarem do time. Giannulli está entre os detidos.

O FBI teria gravado telefonemas nos quais Loughlin e Huffman conversaram sobre o esquema com uma testemunha que estava cooperando com as autoridades. Os indiciados podem ser condenados a até 20 anos de prisão pelo crime de transferência fraudulenta de fundos.

O fundador de um cursinho preparatório, William Singer, é apontado como o líder do esquema e recebeu US$ 25 milhões em subornos entre 2011 e fevereiro de 2019. Singer compareceu ao tribunal na terça (12) e se declarou culpado.

Durante coletiva de imprensa, o promotor federal de Massachusetts, Andrew Lelling, disse que não pode haver um sistema de admissão diferente para pessoas ricas.

“Não pode haver um sistema judicial diferente para eles também. Estes pais eram um catálogo de riqueza e privilégio. Incluem, por exemplo, presidentes de empresas públicas e privadas, bem-sucedidos investidores imobiliários e de valores, duas atrizes conhecidas, um estilista famoso e o diretor de um escritório de advocacia mundial”, disse o promotor.

O esquema envolvia a escalação de não atletas para times universitários, falsificação de fotografias de jovens praticando esportes, correção de respostas erradas nos exames de admissão universitária e contratação de terceiros para realizarem os vestibulares.

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Fonte: Gazeta News

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