Economistas fazem manifesto por fim de diploma obrigatório

13/09/201720h39 – Atualizado às 20h53Economistas vêm compartilhando na internet abaixo-assinado criticando a obrigatoriedade de cursar uma graduação em economia e estar credenciado no conselho de classe para atuar na área.
O manifesto foi lançado no dia 2 de setembro e havia recebido 477 assinaturas até esta quarta-feira (13).
Além do diploma, para poder se intitular economista e atuar em cargos restritos a profissionais da área é preciso estar credenciado em uma unidade do Corecon (conselho regional) e pagar taxa de R$ 490 anual (caso de São Paulo), sob pena de ser processado por exercício irregular da atividade.
O Cofecon (Conselho Federal de Economia) afirma que a obrigatoriedade do diploma protege empresas e governos de prejuízos causados por maus profissionais. Também destaca que a fiscalização é responsabilidade dos conselhos definida em lei.
O texto já foi criticado pela Federação Nacional dos Estudantes de Economia (Feneco). Para ela, a ideia, se levada adiante, provocará a queda da qualidade e a fragmentação da profissionais, além de estimular a evasão nos cursos de economia.
Alguns dos idealizadores do documento pelo fim da obrigatoriedade do diploma, construído a várias mãos, são Marcos Lisboa, presidente do Insper, e o doutor em economia Adolfo Sachsida.

Fonte: Folha de S.Paulo