Bancos querem troca rápida e definitiva na presidência da JBS

14/09/201702h00Os bancos credores querem uma troca rápida e definitiva na presidência da JBS, após a prisão de Wesley Batista nesta quarta-feira (13).
Se isso ocorrer, os Batistas poderão deixar o comando do império que construíram. Seria a primeira vez desde a fundação, em 1953, que a família não estaria à frente de decisões estratégicas.
Segundo executivos dos bancos, a presença dos irmãos, que já era vista com restrição, passou a ser interpretada como um risco para um bom desfecho da venda de empresas do grupo, depois que a Polícia Federal alegando que o executivo poderia fugir do país.
A venda dos ativos é prioridade para os bancos, porque se tornou a principal garantia de que a JBS vai honrar a de cerca de R$ 20 bilhões em dívidas feita no mês passado. Até agora a empresa tem pago seus compromissos.
A reestruturação do grupo vinha tranquilizando os credores. Nas últimas semanas, a J&F, holding dos negócios da família, encontrou compradores a bons preços para , o que ajudaria a levantar até R$ 14 bilhões nos próximos meses.
No entanto, ainda não entrou dinheiro desses negócios no caixa porque os pagamentos estão atrelados ao acordo de leniência da J&F com o Ministério Público Federal, e a cada reviravolta cresce a insegurança em relação à efetiva conclusão dos negócios.

Fonte: Folha de S.Paulo