Dólar fecha em alta e volta ao patamar de R$ 4,16; FED reduz os juros

DA REDAÇÃO – O dólar fechou em alta na quinta-feira (19), voltando ao patamar de R$ 4,16, após novos cortes nas taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos e com os investidores reforçando as apostas de mais cortes da Selic. As informações são do G1. 

A moeda americana subiu 1,43%, a R$ 4,1623. Veja cotação. Já o dólar turismo terminou o dia vendido perto de R$ 4,34, sem considerar os impostos.

O Federal Reserve cortou a taxa de juros dos Estados Unidos pela segunda vez no ano, para o intervalo entre 1,75% e 2%.

A redução confirma a expectativa do mercado, e se alinha ao movimento de estímulos dos bancos centrais de diversos países em meio aos receios sobre o crescimento da economia global. A decisão acontece em meio a preocupações sobre os impactos da guerra comercial entre Estados Unidos e China sobre outros países, por exemplo.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic, taxa básica de juros da economia, de 6% ao ano para 5,5% ao ano. O percentual, que já era esperado pelo mercado financeiro, é o menor desde o início do regime de metas de inflação, em 1999. É também o menor da série histórica do Banco Central, que começou em 1986.

Analistas viram no comunicado divulgado pelo BC um conjunto de indícios de que deve haver mais redução da Selic. “O texto deixou bem clara e aberta a possibilidade de novos cortes, a depender do ritmo da economia”, disse ao G1 Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus, que projeta que a Selic termine 2019 em 5% ao ano.

Luciano Rostagno, estrategista do Mizuho no Brasil, acredita que o movimento de cortes da Selic pode encontrar alguma resistência caso o dólar suba rapidamente para a casa dos R$ 4,30. “A partir deste nível, acredito que possam começar a surgir pressões inflacionárias. Para levar os juros abaixo de 5%, o câmbio precisa estar comportado”, disse ao Valor Online. “Por outro lado, se o exterior melhorar e o câmbio seguir junto, o BC fica mais confortável para cortar mais.”

David Beker, chefe de economia e estratégia do Bank of America Merril Lynch no Brasil, minimiza o risco de uma depreciação maior do câmbio sobre a trajetória da Selic. Para o profissional, a política fiscal contracionista e o baixo crescimento da economia permitem que o dólar continue se valorizando no Brasil sem que isso afete as projeções de inflação.

Agentes financeiros também destacavam a saída de fluxo financeiro dos mercados domésticos como fator de impulso do dólar contra o real, destaca a Reuters.

Fonte: AcheiUSA

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