LEONARDO ZVARICK
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Uma mulher de 35 anos foi resgatada de helicóptero nesta sexta-feira (9) após se ferir em uma trilha no Pico dos Marins, no interior de São Paulo. Ela sofreu uma queda enquanto caminhava com o marido, e acabou lesionando o tornozelo esquerdo. Impossibilitada de prosseguir, teve que chamar o resgate.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 15h. O casal foi localizado rapidamente, pois estava perto de uma placa de sinalização. Porém, devido ao horário, socorristas calcularam que o resgate por terra não chegaria antes de anoitecer, dificultando o retorno.

O helicóptero Águia da Polícia Militar foi mobilizado como alternativa. Devido à altitude e ao relevo acidentado da montanha, um planejamento estratégico teve que ser elaborado para que a equipe chegasse ao local.

Consciente e sem ferimentos graves, a mulher foi resgatada pelos policiais na aeronave, que a levaram até um campo de futebol próximo. Equipes dos bombeiros prosseguiram com o resgate, que continuou por terra, e conduziram a vítima até o pronto-socorro de Lorena (182 km de SP).

Localizado na serra da Mantiqueira, entre os municípios de Cruzeiro e Piquete, o Pico dos Marins é um dos pontos mais altos do estado de São Paulo, com seu cume a 2.420 metros do nível do mar. Graças à altitude, é também destino frequente de praticantes de montanhismo.

No início do ano passado, o Corpo de Bombeiros mobilizou uma grande operação de resgate na montanha. Um grupo de 32 turistas enfrentava dificuldade para sair do local, devido à geografia acidentada e uma chuva intensa que atingiu a região.
Eles foram levados até o local em uma expedição liderada pelo coach motivacional Pablo Marçal e não estavam acompanhados por guias especializados nem tinham equipamentos de segurança adequados. A ação foi considerada de alto risco, já que a subida do Pico dos Marins só é recomendada em períodos de estiagem.

A montanha é a mesma em que desapareceu um escoteiro de 15 anos após se separar de grupo em 1985. Na época, as buscas mobilizaram 300 pessoas durante quase um mês, mas o jovem nunca mais foi encontrado. As investigações sobre o paradeiro de Marco Aurélio Simon foram reabertas entre 2021 e 2022, mas as evidências encontradas foram inconclusivas.