De origem humilde, estudante brasileira consegue dinheiro para curso em Harvard

A estudante brasileira Nathalia Oliveira, de 22 anos, vai embarcar para os Estados Unidos no próximo dia 21 de janeiro para fazer um curso de nanotecnologia em uma das universidades mais conceituadas do mundo: Harvard, em Massachusetts. Mas não pense que foi fácil. Nada veio fácil na vida da jovem filha de pedreiro e dona de casa, que está enchendo e orgulho seus familiares e amigos.

A trajetória de Nathalia começou no interior de São Paulo. Desde criança, ela contou com o incentivo do avô, trabalhador da roça, que dizia que para ter uma chance na vida, teria que estudar. O pai da jovem trabalhou dia e noite para que ela e a irmã pudessem estudar em boas escolas e o resultado apareceu. Depois de se formar na Escola Técnica Estadual de Cotia (SP), Nathalia estudou muito, durante três anos, até ser aprovada no vestibular de medicina mais concorrido do Brasil, na USP. Ela também foi aprovada na Unicamp, Unesp, Unifesp e UFMG.

“Eu me decidi pela medicina porque quero mudar vidas. Entendo que não é apenas uma profissão, mas uma missão e faz parte dela se dedicar ao outro e levar aos lugares mais distantes a atenção, o cuidado e o conforto. Quero mudar as perspectivas dos meus pacientes e oferecer o melhor de mim seja no atendimento pelo SUS, no consultório, seja contribuindo com a pesquisa nacional”, disse.

Aluna exemplar, Nathalia teve o incentivo de um professor para se inscrever em um programa que a USP tem em parceria com Harvard, mesmo sabendo que seu inglês não era fluente. “Sempre tive interesse em saber mais sobre pesquisa científica e é nesta área que vou atuar em Harvard por um ano. Acredito que vai ser uma experiência única, lidar com uma cultura diferente, em outro idioma, em uma universidade tão reconhecida”, disse Nathalia em entrevista ao AcheiUSA.

Assim que se formar, Nathalia já tem planos para o futuro. “Não sei ainda qual especialidade médica vou escolher, mas tenho uma certeza: quero trabalhar no SUS para servir e ajudar as pessoas”.

Pão de mel e vaquinha on-line

Quando recebeu a notícia de que tinha sido aprovada, Nathalia e sua família celebraram muito, mas aí veio a primeira pergunta: como vou pagar por isso? Harvard não oferece moradia, tampouco alimentação. O convênio paga as despesas acadêmicas, mas as despesas pessoais ficam a cargo de cada um.

Nathalia então resolveu vender pão de mel na universidade e na vizinhança, mas chegou à conclusão que o dinheiro não seria suficiente. Um colega então apresentou a possibilidade de fazer uma vaquinha on-line. “No princípio eu relutei, mas fui convencida a abrir a página”, comentou.

A vaquinha on-line arrecadou cerca de R$ 60 mil reais ($16 mil dólares), dinheiro que vai ser usado para as despesas pessoais por um ano.

A estudante disse que é muito grata a todos que a ajudaram – por essa razão que trabalhar para o SUS – e espera que sua história, de uma menina da periferia que chegou a Havard, inspire outras pessoas. “Sou muito grata a todos que me ajudaram e por isso quero ajudar com meu trabalho”.

Quem quiser contribuir, basta acessar o link.

Nathalia Oliverira embarca para os EUA dia 21 de janeiro
Nathalia Oliverira embarca para os EUA dia 21 de janeiro

Fonte: AcheiUSA

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