Cartel, direcionamento, propina… Delações mostram como Odebrecht e políticos ‘driblaram’ a Lei de Licitações

Segundo ele, em um período “curto” de tempo após o início das obras, a empreiteira teve que negociar o pagamento de propina a quatro pessoas diferentes, que “se diziam credoras” do projeto: Marco Maia (PT), ex-presidente da Trensurb, Marco Arildo (PT), presidente da Trensurb em 2008, Humberto Kasper (PT), diretor da Trensurb, e Eliseu Padilha (PMDB), ministro de FHC na época da licitação. Lana disse que ouviu deles a justificativa de que eles tiveram a chance de criar dificuldades ao processo de licitação, mas não o fizeram na época e, por isso, queriam receber uma contrapartida da empresa. Ele também afirmou que Paulo Bernardo (PT), ministro em 2008, o procurou para avisar que a obra tinha sido inserida no PAC da Mobilidade, o que garantia que ela teria prioridades na execução e pagamentos em relação a outras obras.

Fonte: G1