Booker e outros senadores querem ver declaração de impostos de Trump

Na quarta-feira (1), a audiência do Comitê Judiciário do Senado ofereceu aos democratas no Capitólio a primeira oportunidade de interrogar o Procurador Geral de Justiça William P. Barr sobre como ele lidou com o relatório oficial do Conselho e a decisão dele de não seguir adiante com o caso de obstrução de justiça contra o Presidente Trump. Os três democratas do Comitê que disputam a presidência, Amy Klobuchar, Kamala Harris e Cory Booker, não deixaram passar essa rara oportunidade. Cada um deles usou a audiência para se distinguir do outro, uma tarefa necessária num campo tão lotado que os eleitores lembram-se vagamente dos nomes de alguns candidatos democratas. A audiência ocorreu na mesma semana que o ex-vice-presidente Joseph R. Biden Jr. declarou sua candidatura e instantaneamente liderou o grupo de candidatos democratas.

O Senador Cory Booker (D-NJ) concorre à nomeação do partido democrata para a presidência dos EUA nas eleições de 2020.

. Trump contra-ataca:

Em 22 de abril, o Presidente Donald Trump e as empresas dele iniciaram uma ação judicial na tentativa de não serem obrigados a apresentar ao Comitê do Senado as declarações do imposto de renda dos últimos 10 anos. Os legisladores democratas, liderados por Elijah Cummings (D-Maryland), tentam obter os arquivos financeiros da Mazars, uma firma que Trump contratou para serviços contábeis.

Na ação judicial, os advogados de Trump acusam os democratas na Câmara dos Deputados de serem “singularmente obcecados em encontrar algo que eles possam prejudicar politicamente o Presidente”.

Cummings considerou a ação judicial “mais discurso político do que bases legais e racionais que contém muitas informações incorretas”.

“O Presidente tem esse histórico longo de tentar usar essas ações judiciais sem base para atacar os adversários dele, entretanto, simplesmente não há bases legais para interferir na petição autorizada do Congresso”, acrescentou Cummings. “A Casa Branca está envolvida em obstáculos sem precedentes em todos os lados. Eles se recusaram a apresentar sequer um documento ou testemunha ao Comitê de Segurança durante todo esse ano”.

Trump vem alegando que o relatório de Mueller que foi divulgado semana passada o inocentou nas investigações por conspiração e obstrução da justiça. Entretanto, o final das investigações de Mueller também deu início às investigações por parte dos democratas contra Trump, a administração e negócios dele. O relatório tem servido como mapa e guia na localização de áreas ideais para novas investigações.

Após a divulgação parcial do relatório de Mueller, os democratas voltaram as investigações para as finanças do Presidente, as quais foram pouco mencionadas no relatório do conselho especial.

Além do pedido do Conselho Supervisor a Mazars, os painéis da Inteligência da Câmara e Serviços Financeiros fizeram pedidos a 9 instituições financeiras como parte de uma investigação envolvendo as finanças de Trump. Os advogados pessoais do Presidente reagiram enviando cartas às companhias e ao Departamento do Tesouro argumentando que eles não deveriam compartilhar as informações.

Um painel distinto, o Comitê Judiciário da Câmara, emitiu um pedido ao conselho especial para obter acesso ao relatório original de Robert Mueller e o líder Jerry Nadler de Nova York adiantou que vai ao tribunal para obter esses arquivos.

O conselheiro geral da Organização Trump, Alan Garten, considerou o pedido feito a Mazars “um abuso da autoridade do Congresso sem precedentes”. Jennifer Farrington, chefe do setor de marketing da Mazars USA, assumiu que receberam a ação judicial, mas evitou comentar o assunto.

“Enquanto firma, nós respeitaremos esse procedimento e cumpriremos com todas as obrigações legais. Como fazemos com todos os clientes, nós obedecemos nosso código profissional e de conduta, portanto, evitamos comentar em pedidos dessa natureza”, disse ela.

Disputas na Corte envolvendo pedidos feitos pelo Congresso são raras, mas já ocorreram várias nos últimos anos.

Fonte: Brazilian Voice

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