Agência que poderia acelerar transição de gestão nos EUA se recusa a iniciar processo, diz jornal

Além de Donald Trump não reconhecer a candidatura de Joe Biden como vencedora, a chefe da agência do governo que poderia dar início à transição de equipes não assinou o documento para fazê-lo, de acordo com uma reportagem do “Washington Post” desta segunda-feira (9).

Projeções de institutos e meios de comunicação indicam que Biden conseguiu vencer em vários Estados que lhe garantiram mais de 270 votos no Colégio eleitoral. A projeção não é oficial, mas historicamente aceita pela sociedade americana em eleições presidenciais. De acordo com o calendário eleitoral dos EUA de 2020, o Congresso declarará oficialmente os resultados eleitorais somente em 6 de janeiro de 2021. A posse do novo presidente está marcada para o dia 20 de janeiro

Posse em janeiro

Donald Trump tem recursos legais e legítimos que ainda pode usar para contestar o resultado da votação. Mas — a menos que haja uma reviravolta dramática nos tribunais daqui em diante e Trump possa provar na Justiça a existência de irregularidades na eleição que alega, embora não apresente provas — 20 de janeiro é a data em que o novo presidente é empossado. Nesse dia, Trump deve deixar a presidência. Geralmente, após a projeção dos resultados, uma agência chamada Administração de Serviços Gerais (GSA, na sigla em inglês) decreta que há um vencedor aparente.

Após vitória, Biden se concentra na transição para a Casa Branca - Mundo - Diário do Nordeste

Em seguida, começam os arranjos práticos para que a equipe de transição possa trabalhar: o FBI faz uma pesquisa sobre as pessoas e dá sua autorização, senhas de sistemas de computadores são liberadas e salários são acertados, por exemplo. Assim, mesmo sem um resultado oficial, é possível fazer uma transferência de equipes. No entanto, a chefe da GSA, Emily Murphy, não assinou a carta que permite o início desses processos. Uma porta-voz da GSA afirmou que não houve ainda uma vitória verificada e que a agência seguirá os requisitos da lei. A posse do vencedor das eleições deste ano está agendada para o dia 20 de janeiro. A demora pode ter implicações práticas.

A equipe de transição de Biden afirmou que espera o reconhecimento da vitória dos democratas pela GSA e que os interesses de segurança nacional e da economia do país estão em jogo. No entanto, a campanha de Trump divulgou um comunicado garantindo que a “eleição está longe do fim”. Desde o fechamento das urnas em 3 de novembro, foram protocolados cerca de dez processos em cinco estados diferentes. A maioria deles pedia a suspensão da contagem dos votos.

Fonte: Brazilian Press

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