Winchester quer abrir os braços para imigrantes, inclusive brasileiros

Um evento realizado na cidade discutiu os melhores caminhos para tornar a cidade mais acolhedora para esta comunidade.

“É muito emocionante ouvir as histórias dos imigrantes”, disse Phuni Meston, moradora e imigrante residente em Winchester (Massachusetts). Ela acrescentou: “É um lugar muito poderoso para compartilhar sua história com tantas pessoas para ouvir”.

Meston compartilhou sua história, junto com vários outros residentes durante o evento da Winchester Multicultural Network “Construindo a Comunidade: Encontrando-se na História do Imigrante”, que aconteceu na Biblioteca Pública de Winchester, no dia 28 de abril.

Na sala de conferências lotada, o painel do Comitê de Justiça Imigrante da Winchester Multicultural Network debateu como a cidade poderia criar um ambiente mais acolhedor e inclusivo para os recém-chegados.

Cada uma das mulheres que falaram no painel tinha um caminho diferente que as troxeram aos Estados Unidos. Juanita Zerda mudou-se da Colômbia depois de receber seu diploma de direito. Salma Abounadi, natural do Marrocos, chegou ao país em 1992 para cursar o mestrado. Chrep Meitner fugiu do Camboja quando criança, com seus pais, em 1978, durante a guerra civil cambojana. Ela foi traficada para os Estados Unidos por um padre da Índia quando ela tinha 16 anos de idade.

Meitner e Meston abordaram a questão da culpa que alguns imigrantes sentem depois de sair de países em conflito. “De certa forma, eles sentem o peso de sua imigração todos os dias, bem como a gratidão à nação adotada”, disseram eles. “Nós não apenas carregamos nosso próprio fardo, mas o fardo de toda a nossa nação”, disse Meston. Ela acrescentou: “Eu sinto que devo algo a este país”.

Meston disse que canalizou esse sentimento de responsabilidade para sua comunidade. Ela é proprietária da Handwork, [anteriormente conhecida como Karma], uma loja de artigos artesanais no centro de Winchester. Como proprietária de uma empresa, ela ficou grata pela oportunidade que teve de causar impacto na comunidade, mas reconhece que nem todos podem ter essa oportunidade quando chegam aos Estados Unidos.

Ela também apontou a importância para nuance e perspectiva na conversa sobre a imigração ilegal. “Como alguém que não fala a língua, não tem dinheiro, entra por um canal legal”, ingadou Meston. “Precisamos ser um pouco mais holísticos sobre como implementamos o sonho americano”.

O diretor jurídico da ACLU em Massachusetts, Matthew Segal, falou sobre como a imigração sempre foi difícil para os EUA, mas as atuais circunstâncias que o país enfrenta agora são muito mais graves do que antes. “Nos últimos dois anos, foi muito ruim”, disse Segal.

Ele disse que o atual nloqueio do governo sobre imigrantes de cinco países muçulmanos, mesmo que tenham família nos Estados Unidos, indica uma mudança de tom. Mas com o trabalho de defesa de direitos e as narrativas de imigrantes compartilhadas, Segal espera que a sociedade possa se mover em direção a um futuro mais justo. “Qualquer história que leve à ação é uma história de sucesso”, disse ele.

Fonte: Redação Brazilian Times

Fonte: Brazilian Times

Comentários Facebook